Seis anos de trabalho
O Café 2.0 foi desenvolvido pelo analista de sistema londrinense Raul Curupana Rocha, que passou seis anos em uma grande fazenda de café no interior paulista trabalhando no programa. Em 91, fui contratado pela Fazenda Lauro Barroso para desenvolver um programa de gerenciamento para a propriedade. Mas eu sou analistas de sistemas e não entendia nada de cafeicultura. Não adiantava fazer numa coisa se a realidade era outra - conta.
Para fazer o programa, Rocha teve que aprender todo o processo de produção, enfrentando a prática no campo. Tudo o que eu via e aprendia, eu aplicava no sistema. Hoje, este programa faz o controle do viveiro de mudas até a comercialização do café. A fazenda, que é meu campo de testes, já conseguiu baixar os custos e aumentar em muito a produtividade - garante.
Logo percebeu que o programa poderia ajudar outros produtores, principalmente porque este é o primeiro software específico que reúne tanto controle financeiro quanto técnico. Os programas que existem deixam a desejar porque não foram feitos por pessoas que vivenciam os problemas. É muito difícil que outro analista passe seis anos em uma fazenda aprendendo o que eu aprendi - afirma.
A parceria com a Âncora nasceu em fevereiro do ano passado. E, desde agosto, Rocha e a empresa estão participando de todos os eventos e cursos destinados a cafeicultores para aprimorar ainda mais o programa. Nós recebemos várias sugestões que foram incorporadas. E como é um sistema dinâmico permite qualquer nova atualização sem custos adicionais para nosso clientes - diz Thomas Ernst, da Âncora. Além disto, o programa - embora desenvolvido em uma fazenda de café de São Paulo - pode ser utilizado em qualquer região do País. Ele é abrangente. Está sendo usado nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Paraná e Bahia. O próprio ministro da Agricultura, Arlindo Porto, recebeu uma cópia - afirma Ernst.
Amanhã, às 20 horas, Rocha e Ernst estarão fazendo uma demonstração do programa para cafeicultures de Santo Antônio da Platina (160 km de Londrina) e região, na Câmara Municipal daquela cidade.





