Segurança na rede Wi-Fi
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Mie Francine Chiba Reportagem Local 
A disponibilidade do Wi-Fi gratuito já é fator de decisão na escolha de um estabelecimento. O hotel é um deles. Uma pesquisa realizada pelo site expedia.com.br mostrou que mais da metade dos entrevistados consideram Wi-Fi, junto com o preço, um fator decisivo na escolha de um hotel. Hoje, muitos deles já disponibilizam a internet como parte da estadia do hóspede no local.
O Hotel Sumatra, em Londrina, é um deles. Logo que um hóspede faz check-in, ele recebe o cartão do quarto e, junto com ele, a senha do Wi-Fi. "O Wi-Fi faz parte da diária", ressalta o encarregado comercial do Hotel, Leandro Begídio. Têm acesso à rede e à senha apenas hóspedes e usuários do centro de convenções. No Hotel Bourbon, o hóspede também pode ter acesso ao Wi-Fi em todos os ambientes do estabelecimento. Leandro Mosca, gerente do hotel, explica que para usar a rede o usuário pede à recepção uma senha segura, formada por letras e números. "Segurança é muito importante, tanto para o hotel quanto para o hóspede", diz.
As redes Wi-Fi já são meios encontrados por criminosos virtuais para realizar ataques. Segundo o especialista em Segurança Digital da Symantec, Alan Castro, os criminosos aproveitam as brechas deixadas por pequenas empresas em suas redes para conseguir acesso às informações das grandes empresas para as quais elas prestam serviços. De acordo com Castro, 90% dos ataques virtuais são direcionados, ou seja, têm um alvo definido. "A estratégia é aproveitar das menores para chegar às grandes. A partir de lá, o criminoso tem um local de confiança para partir para outros ataques."
Um estudo realizado pela Symantec mostrou que, em Curitiba, 79% de 2 mil redes de Wi-Fi pesquisadas possuem nível de segurança recomendado. Outros 15% possuem um patamar de segurança razoável e os demais 6% tinham nível de segurança baixo ou até inexistente. Para o especialista da empresa, apesar de parecer baixo, o número de redes com nível de segurança reduzido ou inexistente é alarmante.
Usuários comuns, que compartilham a rede, também podem ser possíveis alvos. O interesse do criminoso, neste caso, é capturar informações financeiras e credenciais de usuário de e-mail e redes sociais, por exemplo. "Quando o usuário está em uma rede pública, está suscetível a qualquer tipo de ataque."


