Segurança na nuvem: fora do alcance das empresas?
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
Com as recentes invasões e roubo de dados pessoais por hackers nas contas de usuários cadastrados em empresas como Google, Sony e Facebook, começam a aparecer dúvidas em relação à segurança na nuvem, já que estas empresas são provedoras deste tipo de serviço.
Pesquisa realizada com executivos de TI realizada pela Trend Micro, empresa multinacional especializada em segurança virtual revelou que muitas empresas ainda têm receio de contratar o serviço. Para os executivos de TI, a segurança dos dados é uma das principais preocupações que impedem a adoção da computação em nuvem (50%), seguida pela performance e disponibilidade dos serviços (48%).
Pelo fato de as informações, na cloud computing, estarem fora do alcance do cliente, a impressão que se tem é que o sistema é mais inseguro do que o processamento e armazenamento de dados e aplicações em servidores locais. Para a IBM e a HP, empresas que oferecem o serviço, isso não passa de um mito. A nuvem, na opinião das empresas, é até mais segura.
''Porque a pessoa não tem controle da situação, tende a achar que o servidor da rede administrada por ela é mais segura'', observa o especialista em segurança da IBM, Eduardo Abreu. ''Mas, muitas vezes, onde o servidor está, os cuidados não estão sendo tomados'', continua.
Uma empresa de outra área que não a de TI e que resolve tomar conta dos próprios servidores, não tem como única preocupação manter seus servidores seguros. Ao contrário de uma fornecedora de cloud computing, que estará integralmente preocupada com o domínio de tecnologias e com os riscos a que estão sujeitos seus servidores. ''Você vai estar mais protegido na nuvem do que na sua própria casa'', conclui o especialista.
A empresa de tecnologia em logística de Londrina, Veltec, planeja, em breve, entrar na nuvem. Na rotina de trabalho da empresa, informações importantes como dados dos veículos dos clientes trafegam entre as redes. Mas o gerente de desenvolvimento de software da empresa, Giovani Benedetti Penha, diz que não está preocupado com a questão da segurança na nuvem.
''No meio corporativo, é mais fácil de controlar (a segurança) por ser uma aplicação business-to-business, e não business-to-consumer'', afirma, referindo-se ao fato de que, no caso, a comunicação é critografada e feita exclusivamente com as empresas clientes, e não com consumidores finais.
Ponto de convergência
Tecnicamente, existem algumas diferenças entre a segurança da nuvem e a segurança em um servidor local. ''Os serviços de segurança na nuvem são oferecidos em cima de processamento de dados compartilhado. Tem que ter uma infraestrutura de segurança compatível com ambiente de trabalho compartilhado, virtualizado.''
Além disso, como as informações ficam dispersas na nuvem e trafegam entre várias redes, Antônio Mariano, gerente de soluções de arquitetura da HP Networking, considera que é preciso haver segurança neste tráfego. ''A segurança da informações no trajeto é fundamental.''
Os cuidados com segurança, no entanto, têm que ser as mesmas tanto na empresa de serviços na nuvem quanto na empresa que administra seus próprios servidores, frisa Abreu.


