Segurança depende de comportamento do usuário
De acordo com o diretor de marketing da AVG, Mariano Sumrell, os cuidados com o smartphones devem ser redobrados em razão de sua portabilidade. ''Como o carregamos para todos os lados, é muito mais fácil de ser perdido ou furtado.'' Ele recomenda que a primeira medida a ser tomada é a instalação de um antivírus confiável. ''Há opções gratuitas e pagas; cada um terá um pacote com uma quantidade de ferramentas de proteção'', explica.
A segunda medida seria a instalação da aplicativos e programas conhecidos. ''Os sistemas da Apple e do Blackberry exigem que os downloads sejam feitos diretamente de suas lojas virtuais oficiais. Já o Android permite que a usuário baixe de qualquer site que ofereça o programa, além do oficial. A gratuidade, porém, pode sair cara, pois nesses sites não há nenhum tipo de controle e os vírus podem estar presentes.''
Um aplicativo criminoso pode recolher informações importantes do usuário como número do CPF, cartão de crédito, conta bancária e até mesmo senhas. Mas, muito mais comum, é isso acontecer em navegação em sites não confiáveis ou em redes abertas de internet não seguras e sem registro. O interesse à captura de informações vai ao encontro da utilização desses recursos. Exemplo disso, é que dados de 2011 da Federação Brasileira de Bancos (Febrabam) mostraram que houve um aumento de 50% no uso do ''mobile banking'', prática de acesso aos serviços bancários pelo celular.
''No caso do aparelho extraviado medidas como senhas de bloqueio impedem que as informações sejam acessadas ou as deixam criptografadas. O bloqueio à distância pode também ser feito com registro na internet, obviamente, antes do celular ser perdido'', complementa o diretor. Por isso, é importante fazer backup de tempos em tempos para que os dados recuperados sejam atualizados. No caso da Apple, o conteúdo pode ficar armazenado na ''nuvem'' com o pagamento de uma mensalidade. No caso dos Androids, há a possibilidade de descarregar o cartão de memória no computador.
Com a popularização do smartphone, os sites desenvolvidos especificamente aos novos aparelhos, com a terminação ''.mobi'', só aumentaram e viraram armadilha aos usuários. Estes atuam com uma espécie de mecanismo denominado ''phishing'', que se apropria das informações, como as senhas de banco de quem navega pelo site. (M.T.)





