O Internet Banking tem se tornado um importante canal para o uso de serviços bancários. Tanto que, o levantamento mais recente da Federação Brasileira da Bancos (Febraban), datado de 2010, mostra que o canal se tornou o segundo preferido dos brasileiros, com recorde histórico de 12,8 bilhões de transações realizadas pelo Internet Banking, o que representou 23% do total de transações do período, ficando atrás apenas dos caixas eletrônicos.
No entanto, ataques recentes realizados por hackers em páginas de instituições financeiras no Brasil podem ter deixado muitos usuários preocupados com a segurança deste serviço. De autoria assumida pelo grupo Anonymous, os ataques consistiram em tirar sites de bancos do ar por um curto período de tempo em uma operação intitulada #OpWeeks-Payment (algo como Operação Semana de Pagamento), que tinha como objetivo protestar contra a corrupção no Brasil.
Para o engenheiro de sistemas da Symantec, Luiz Faro, estes ataques, chamados pela sigla DDoS (Negação de Serviço Distribuído) representam mais um inconveniente aos usuários, que não conseguem acessar a página, do que um perigo propriamente dito. Segundo ele, este gênero de ataque não expõe dados de correntistas, apenas tiram o site do ar partindo de uma sobrecarga de acessos (veja quadro).
Faro diz que se trata de um ataque difícil de combater porque o tráfego gerado pelos hackers não pode ser diferenciado do normal, mas o maior risco é que estes ataques sejam utilizados como uma ''cortina de fumaça'' para outros ataques mais perigosos, que podem até mesmo chegar aos dados de correntistas. ''(Ataques DDoS) geram um sério alerta. Colocam as equipes para consertar o problema, e muitas vezes os hackers podem aproveitar a situação de caos para entrar em alguma outra coisa.''
O roubo de dados pode ocorrer de várias formas: pela invasão de um computador, pela introdução de um código malicioso no sistema ou mesmo pela invasão física dos servidores. ''O que é importante é as empresas estarem alertas para agir'', reforça o engenheiro de sistemas da Symantec. Em casos de infecção por malwares, a empresa deve estar preparada para detectá-la rapidamente, e nos servidores físicos, ela deve prover mecanismos de segurança mais robustas, por exemplo.
As instituições financeiras também devem sempre se lembrar que segurança não é uma atitude pontual, que deve ser tomada apenas quando ocorre um ataque. ''É uma gestão de processos, tem que ser vivida no dia a dia. O site cair pode acontecer com qualquer um, mas com servidores seguros, processos de gestão de incidentes, resposta aos ataques, ela consegue se levantar mais rápido.''

Imagem ilustrativa da imagem SEGURANÇA -  Internet Banking em alerta
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