Saúde em cápsulas
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quarta-feira, 23 de abril de 1997
Iara Lessa 
ReproduçãoO boom das vitaminas deve continuar em alta neste final de séculoSegundo dados da Organização Mundial de Saúde, orgão da ONU para assuntos de saúde, cerca de dois bilhões, dos cinco bilhões de habitantes do nosso planeta, sofrem por algum tipo de carência vitamínica. Para se ter uma idéia da gravidade do quadro, cerca de 35 a cada 100 norte-americanos têm falta de vitaminas. No Brasil não há dados específicos sobre o assunto, mas alguns estudos de secretarias estaduais de saúde mostram que o Brasil empata, em primeiro lugar no ranking da desnutrição, com o Haiti em matéria de falta de vitamina A.
Mas não pense que só a fome e a miséria são responsáveis por todo esse panorama. A maioria dos médicos aponta o corre-corre da vida moderna e a má alimentação como grandes vilões. Com o corpo estressado as descargas de hormônios são mais frequentes, isso faz com que as vitaminas tenham sua ação reduzida em nosso organismo, ou até mesmo anulada.
Batizadas em 1911 pelo bioquímico polonês Casimir Funk (1884-1967), vita, em latim, quer dizer vida. E Amina, significava que o composto derivava da amônia. Mais tarde, descobriu-se que nem todas as vitaminas tinham essa derivação.
Indispensáveis para várias reações químicas nos seres vivos, as vitaminas podem ser divididas em solúveis em água (hidrossolúveis) ou solúveis em óleo (hipossolúveis). As primeiras são absorvidas pelo organismo através da água que circula em nossos corpos. Já as hipossolúveis circulam em meio a gordura de nosso organismo. Entre as vitaminas solúveis em água estão todas do complexo B, além da vitamina C. A vitamina A está entre as hipossolúveis.


