Para o Brasil participar fisicamente da Internet 2, são necessárias conexões de alta velocidade (34Mbps ou 45Mbps, no mínimo) para os EUA. Como o País vive um estrangulamento dos meios físicos - o cabo que sai de Fortaleza não tem mais fibra disponível - a solução pode ser o uso de satélite. A RNP quer usar 10Mbps em canais de fibra para enviar e 45Mbps em sinais de satélite para receber. A idéia de José Luiz é manter os canais bidirecionais de fibra para aplicações em tempo real, como videoconferências, e deixar outras, como o e-mail, com o sinal de satélite .
A implantação depende apenas da nova Lei Geral de Telecomunicações, porque a tecnologia a Embratel já tem. ‘‘Seríamos o primeiro país a usar essa forma de conexão para redes de alta velocidade. Se tudo der certo, até o final de 98 poderemos chegar a 45Mbps’’, afirma o coordenador da RNP. Tudo, porém, pode esbarrar em problemas orçamentários. Com os cortes do governo no Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual a RNP está ligada, a instituição terá em 98 uma verba total menor que a deste ano.
Uma saída é buscar ajuda no MEC, já que 80% do tráfego da RNP vem das universidades.

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