Satélite auxilia aventuras e pesquisa
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Congresso mostra a utilização do geoprocessamento em competições e no desenvolvimento
Da Redação
Plenária do Congresso e feira para usuários de geoprocessamento, realizados na semana passada em CuritibaAconteceu na semana passada em Curitiba o 4º Congresso e Feira para Usuários de Geoprocessamento/GIS Brasil 98. A diretora do evento, Eneida Ribeiro, afirmou que o mercado se mostrou mais amadurecido e que foram fechados muito mais negócios neste ano, em relação ao congresso de 97.
Durante o Gis Brasil 98, cerca de seis mil pessoas puderam acompanhar palestras especiais que apresentaram o uso do geoprocessamento no esporte e em expedições nacionais à Antartica.
Os pilotos brasileiros que participam do rally Paris/Dakar, André Azevedo e Klever Kolberg, falaram sobre a utilização do geoprocessamento nas competições de longa duração no deserto. Tri-campeões da prova (91/93 e 97), os pilotos mostraram as novas tecnologias no uso do geoprocessamento para mapeamento da região, realizado por 24 satélites artificiais que circulam a Terra.
Os satélites conjugam os sinais e os transformam em coordenadas geográficas (latitude e longitude), que ajudam a orientar os pilotos no deserto. Em 92, quando o aparelho de GPS foi instituído no rally Paris/Dakar, as grandes equipes saíram com uma boa vantagem em relação às equipes mais modestas, explicou Kolberg. Hoje a organização da prova obriga que todos utilizem o mesmo tipo de equipamento, deixando a competição mais emocionante.
Outro destaque no congresso foi o físico Marcomede Rangel Nunes, do Observatório Nacional, que falou sobre o uso do geoprocessamento em suas aventuras pela Antártica. Marcomede foi um dos primeiros brasileiros a ir até lá para montar a base de estudos brasileiros científicos.
Fui o primeiro a fazer uso do GPS para descobrir onde a expedição brasileira deveria montar a sua base, explicou ele. Em 82, quando o Brasil decidiu se instalar no continente antártico, utilizamos o sistema de geoposicionamento para que pudéssemos mapear a região e escolher o melhor local para a base, informou o físico.
As 120 palestras e os 20 cursos ministrados durante o GIS Brasil 98 apresentaram o uso de geoprocessamento nas mais diversas áreas. O curso Planejamento de Vendas, Distribuição e Marketing, apresentado pelo professor Francisco José Aranha Filho, da Fundação Getúlio Vargas, mostrou como o uso do geoprocessamento pode mapear uma região para que se obtenha o sucesso na abertura de um negócio.
Atualmente, de 75% a 97% das empresas estão envolvidas em algum tipo de mesuração de potencial de mercado, explicou Aranha. Segundo o professor, não basta apenas comprar um software e achar que todos os problemas irão se resolver através da simples localização geográfica. São necessárias outras técnicas de apoio.
Uma rua nunca é igual à outra. Para saber sobre várias informações, como o melhor lugar para instalar um negócio, é necessário que se façam pesquisas que possam ajudar a reduzir o risco de fracasso, completou.
O GIS Brasil 98 apresentou também mostras especiais sobre Agricultura de Precisão e Saúde. O primeiro assunto foi debatido pelo especialista americano Clyde Fraisse, da Agricultural Research Service. Ele explicou que a Agricultura de Precisão, uma tecnologia de informação que possibilita o gerenciamento da atividade agrícola, será amplamente utilizada no século 21.
Na mostra da Saúde, a Secretaria Municipal de Curitiba, a Escola Nacional de Saúde Pública do Rio de Janeiro e demais entidades ligadas à área debateram o crescente uso das tecnologias de geoprocessamento no combate aos focos epidêmicos.





