O Grupo Antarctica festejou, mês passado, a ligação de sua rede de microcomputadores a uma antena de satélite. A infra-estrutura do projeto começou a ser montada há dois anos e meio, com cabos instalados nos prédios administrativos e industriais, de forma que os dois mil PCs pudessem se comunicar. Foram investidos US$ 10 milhões na instalação do projeto e mais US$ 15 milhões na administração e suporte, feitos pela GSI, empresa subsidiária da IBM.
Marco Antônio Marques de Souza, diretor de Desenvolvimento Organizacional do grupo, explica que o objetivo da rede, a longo prazo, é que ela seja usada para transmissão de voz, dados e imagens, diminuindo o fluxo de papel e aumentando o fluxo de informações na empresa. As máquinas já estão equipadas para o uso de dois a quatro canais de voz. ‘‘Usando sistemas de videoconferência ou conference call, poderemos economizar de 30% a 40% em interurbanos em relação à rede telefônica comum’’, explica.
Com seis metros de diâmetro, a antena foi instalada na sede da holding, no bairro da Mooca, em São Paulo, permitindo a comunicação entre todos os escritórios da empresa no Brasil. As pequenas redes interligadas têm, no máximo, dez micros com chip Intel e Windows 95 ligados a um servidor, também com processador Intel e OS/2, sistema da IBM.
Esta semana, a intranet da Antarctica começa a funcionar, em caráter experimental. O site da empresa será uma espécie de mural eletrônico, com informações úteis para funcionários.
O sistema de correio eletrônico continua o mesmo, Lotus Notes, mas com características que o tornam totalmente compatível com a Internet. ‘‘O acesso à Web da grande Rede será restrito às pessoas que realmente têm necessidade de pesquisa para seu trabalho na empresa’’, avisa Souza. Em três meses, será instalado um sistema de firewall e a intranet será ligada à Internet por meio de linhas telefônicas dedicadas.

mockup