Uma equipe de pesquisadores americanos elaborou um procedimento que permite fabricar um tipo de ‘‘sangue universal’’, para ser usado em transfusões sem levar em conta o grupo sanguíneo do receptor.
A técnica é simples e foi inventada pelos doutores Mark Scott e John Eaton, que trabalham em Albany e Nova York, respectivamente. Consiste em camuflar os glóbulos vermelhos, fixando uma substância biocompatível e não tóxica denominada polietileno glycol (Peg). O produto oculta os antigenes A e B das células sanguíneas e evita a aparição de acidentes imunológicos durante uma transfusão incompatível.
Outras experiências em animais serão realizadas antes que a técnica seja aprovada, dentro de dois anos, em seres humanos. Segundo Scott, esse ‘‘sangue universal’’ é destinado com prioridade aos anêmicos crônicos e os glóbulos vermelhos fixados pelo Peg funcionam normalmente, e têm a mesma duração de vida que os glóbulos normais.
Estas pesquisas diferem notavelmente das realizadas com sangue artificial, pois este tem duração limitada de algumas horas.

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