Sangue universal estará disponível em dois anos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de junho de 1997
Agência France Presse 
Uma equipe de pesquisadores americanos elaborou um procedimento que permite fabricar um tipo de sangue universal, para ser usado em transfusões sem levar em conta o grupo sanguíneo do receptor.
A técnica é simples e foi inventada pelos doutores Mark Scott e John Eaton, que trabalham em Albany e Nova York, respectivamente. Consiste em camuflar os glóbulos vermelhos, fixando uma substância biocompatível e não tóxica denominada polietileno glycol (Peg). O produto oculta os antigenes A e B das células sanguíneas e evita a aparição de acidentes imunológicos durante uma transfusão incompatível.
Outras experiências em animais serão realizadas antes que a técnica seja aprovada, dentro de dois anos, em seres humanos. Segundo Scott, esse sangue universal é destinado com prioridade aos anêmicos crônicos e os glóbulos vermelhos fixados pelo Peg funcionam normalmente, e têm a mesma duração de vida que os glóbulos normais.
Estas pesquisas diferem notavelmente das realizadas com sangue artificial, pois este tem duração limitada de algumas horas.


