Salk é eficaz mas não impede disseminação
A pura e simples substituição da vacina Sabin pela Salk não é possível devido às chances de proliferação da poliomielite. É que a Salk, apesar de eficaz, não impede a disseminação da doença, já que não possibilita que o intestino também fique protegido (porta de entrada do vírus da pólio).
A associação da Sabin com a Salk constitui um esquema seguro de vacinação. Primeiro a Salk protege o indivíduo, depois a Sabin completa a imunização, impedindo também a disseminação do vírus. O grande problema é que a Salk é mais cara e, para ser aplicada, exige mão-de-obra especializada, já que é injetável. Portanto, em grandes campanhas de vacinação, em que há a necessidade urgente de se imunizar milhares de criança, com rapidez e eficácia e dispondo-se de poucos recursos, a Salk é quase inviável.
Em situações como essa, os riscos calculados da Sabin são insignificantes. Porém, diante de uma doença sob controle, a revisão do esquema de vacinação torna-se uma necessidade. Se tudo continuar bem e o Brasil conseguir manter as crises da Saúde Pública num patamar aceitável, as chances de se adotar brevemente a nova estratégia de vacinação contra a paralisia infantil são grandes. (J.N.)





