Um dos passatempos prediletos de micreiro-cinéfilo é observar onde o computador foi usado num determinado filme. Quando o título é um desenho animado, então, a brincadeira vira quase uma obsessão: ali foi lápis, no velho modo tradicional, acolá foi computador, e assim vai. Pois se você faz parte desta trupe, fique atento à imagem aqui ao lado. Tirada de ‘‘Mulan’’, novo longametragem da Disney (que estreou ontem no circuito nacional de cinemas), ela é um exemplo típico de (bom) uso da animação em computador.
DivulgaçãoA cena mostra cerca de dois mil soldados descendo um desfiladeiro, e impressiona pelos detalhes. Em vez de uma mesma figura replicada centenas de vezes, como na cena do estouro da manada de ‘‘Rei Leão’’, desta vez os personagens têm características diferentes (usam fardas, espadas e lanças distintas). Para criar a cena, foi usado o software Atilla, feito por técnicos do departamento de computação gráfica do Walt Disney Feature Animation, estúdio de última geração da companhia, em Orlando, Flórida.
Em animação por computador, costuma ser assim mesmo: constrói-se um programa para cada necessidade do filme. Para ‘‘Mulan’’, outros dois foram muito usados: Dinasty, que possibilitou outra cena impressionante (uma multidão com quase 30 mil pessoinhas) e Faux Plane, usado para criar a sensação de profundidade e dimensão no ambiente bidimensional do filme.
Se você ainda não foi assistir o filme e quiser saber mais sobre a saga da menina que ajuda a salvar a China da invasão dos hunos, lutando como homem no exército, então aponte seu browser para http://www.mulan.com, o site oficial do desenho, mantido pela Disney.DivulgaçãoO longa de animação da Disney foi baseado numa lenda chinesa. Na cena acima, feita com ajuda do computador, cerca de dois mil soldados hunos descem um desfiladeiro, para atacar o exército de Mulan & seus companheirosAgência Globo

mockup