Febre mundial atualmente, a venda de tablets alcançou as 100 mil unidades vendidas no ano passado, e a estimativa é que, em 2011 seja atingida a marca dos 300 mil com os novos lançamentos. Do primeiro trimestre de 2010 para o mesmo período deste ano, houve aumento de 58% nas vendas de notebooks e netbooks. O mercado de smartphones também está com tudo: a cada cinco celulares vendidos um é inteligente e a expectativa é que a proporção chegue a dois para um até 2014.
Tudo indica que esta possa ser a era da portabilidade. Mas, junto com a praticidade que os portáteis oferecem, vem os riscos de roubos e danos no trajeto para casa ou para o trabalho. Um novo iPad, lançado recentemente, pode custar R$ 2,6 mil. Um notebook Sony Vaio (modelo X) vale R$ 6.999. O último iPhone pode ser encontrado por R$ 2.160.
Por causa do alto valor agregado desse tipo de bem, muitas pessoas têm optado por fazer um seguro dos aparelhos. Diferente da garantia, o seguro cobre situações como roubo e quedas, por exemplo. Além de trazer prejuízo financeiro, o roubo ou dano do bem pode trazer transtornos no dia a dia, já que muita gente depende dos seus equipamentos para trabalhar.
A seguradora Porto Seguro lançou, recentemente, a opção de seguro para iPads. Há algum tempo, a empresa já oferecia seguros para smartphones e notebooks, com cobertura para situações como roubo ou furto qualificado (menos quando o equipamento foi deixado em veículos), impacto de veículos, incêndio, raio, explosão. A cobertura em casos de danos elétricos também é uma opção.
No Paraná, de 2010 para 2011, houve crescimento de 47% na venda de seguros de eletrônicos, afirma Marcelo Santana, coordenador de Ramos Elementares da Porto Seguro. Paralelamente, o índice de crescimento da venda de seguros no Brasil, neste segmento e período, foi de 14%. Ou seja, ''os paranaenses estão comprando mais eletrônicos e seguros que a média'', conclui o coordenador.
Seguro para notebooks são os campeões de vendas, afirma Santana. ''E a tendência é a procura crescer, porque as pessoas vêm substituindo computadores por notebooks até em casa.'' O valor do seguro é equivalente, em média, a 15% do valor do produto.
O Estado está em quinto lugar no ranking de crescimento das vendas neste segmento, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Já entre os casos que não são cobertos, estão os de furto simples. Isso quer dizer que o seguro não prevê situações em que, por exemplo, a pessoa deixou a casa aberta e o aparelho sobre a mesa da sala. Assaltos à mão armada e arrombamentos, por outro lado, são garantidos, explica Santana.
Ele acrescenta que o seguro também cobre quedas, mas só em casos acidentais. Danos decorrentes do usuário que, num acesso de raiva, jogou o aparelho no chão, por exemplo, fogem da alçada da seguradora.

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