Vestido de branco como uma enfermeira, apesar de ser um pouco mais gordinho, já que pesa 270 kg, um novo robô inteiramente autônomo pouco a pouco está marcando sua presença em clínicas e hospitais de vários países para ajudar médicos e enfermeiras.
Batizado ‘‘Helpmate’’ (ajudante), foi criado pelo americano Joseph Engelberger, geralmente apresentado como o ‘‘pai da robôtica mundial’’ desde que iniciou a fabricação industrial de robôs.
Desde 1988, mais de 80 hospitais se equiparam com um total de 110 robôs nos Estados Unidos e no Canadá. No Japão e na Europa prestam seus serviços a outras 18 instituições médicas.
Com ‘‘olhos e ouvidos’’, na verdade sistemas de detecção por infravermelho e ultra-som, o único objetivo dos ‘‘helpmates’’ é cumprir sua tarefa custe o que custar.
Quando encontram um obstáculo imprevisto, assinalam a presença do problema com um apito e um piscar de luz. Se querem tomar o elevador, sabem abrir suas portas emitindo um sinal de rádio.
Claro que, para fazer todas essas coisas, precisam de um programa de contenha planos detalhados do local de trabalho e as baterias carregadas, que lhe dão uma autonomia de 12 horas.
Incansáveis, carregam bandeiras de comida, medicamentos e mostras para análise. Na cidade francesa de Montpellier, um deles dura um ano e meio trabalhando: percorre até um quilômetro e meio, a uma velocidade máxima de um metro por segundo.
‘‘Terminei minha missão. Favor, verificar a caixa’’, avisa a voz sintética, toda vez que ele chega a seu destino. A ‘‘caixa’’ tem uma capacidade útil para 100 kg de carga, apesar de raramente ser completamente cheio.
Tanto os pacientes como o pessoal adoram o ‘‘Helpmate’’. ‘‘Ele permite que as enfermeiras fiquem mais tempo com os doentes, enquanto que o robô trabalha para elas’’, assegura Engelberger.
Depois vem a relação qualidade-preço: ‘‘O custo médio de uma hora de trabalho num hospital é de 18 dólares, e alugar um ‘Helpmate’ costa 5,5 dólares por hora’’, explica.
A empresa americana Otis, que os distribui na Europa, África e Oriente Médio, calcula que, em dez anos, poderá vender umas mil unidades. Mas Joseph Engelberger já tem outro sonho: criar ‘‘um robô humanóide’’ capaz de preparar comida ou levar pelo braço (articulado) uma pessoa idosa e dar-lhe banhos...’’.

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