Robôs marcam presença em clínicas e hospitais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de julho de 1997
Guillaume Bonnet France Presse Paris 
Vestido de branco como uma enfermeira, apesar de ser um pouco mais gordinho, já que pesa 270 kg, um novo robô inteiramente autônomo pouco a pouco está marcando sua presença em clínicas e hospitais de vários países para ajudar médicos e enfermeiras.
Batizado Helpmate (ajudante), foi criado pelo americano Joseph Engelberger, geralmente apresentado como o pai da robôtica mundial desde que iniciou a fabricação industrial de robôs.
Desde 1988, mais de 80 hospitais se equiparam com um total de 110 robôs nos Estados Unidos e no Canadá. No Japão e na Europa prestam seus serviços a outras 18 instituições médicas.
Com olhos e ouvidos, na verdade sistemas de detecção por infravermelho e ultra-som, o único objetivo dos helpmates é cumprir sua tarefa custe o que custar.
Quando encontram um obstáculo imprevisto, assinalam a presença do problema com um apito e um piscar de luz. Se querem tomar o elevador, sabem abrir suas portas emitindo um sinal de rádio.
Claro que, para fazer todas essas coisas, precisam de um programa de contenha planos detalhados do local de trabalho e as baterias carregadas, que lhe dão uma autonomia de 12 horas.
Incansáveis, carregam bandeiras de comida, medicamentos e mostras para análise. Na cidade francesa de Montpellier, um deles dura um ano e meio trabalhando: percorre até um quilômetro e meio, a uma velocidade máxima de um metro por segundo.
Terminei minha missão. Favor, verificar a caixa, avisa a voz sintética, toda vez que ele chega a seu destino. A caixa tem uma capacidade útil para 100 kg de carga, apesar de raramente ser completamente cheio.
Tanto os pacientes como o pessoal adoram o Helpmate. Ele permite que as enfermeiras fiquem mais tempo com os doentes, enquanto que o robô trabalha para elas, assegura Engelberger.
Depois vem a relação qualidade-preço: O custo médio de uma hora de trabalho num hospital é de 18 dólares, e alugar um Helpmate costa 5,5 dólares por hora, explica.
A empresa americana Otis, que os distribui na Europa, África e Oriente Médio, calcula que, em dez anos, poderá vender umas mil unidades. Mas Joseph Engelberger já tem outro sonho: criar um robô humanóide capaz de preparar comida ou levar pelo braço (articulado) uma pessoa idosa e dar-lhe banhos....


