Robô astronauta está quase pronto
Ele voa, salta, fica suspenso no ar, faz buracos e produz seu próprio combustível. Seu nome é Lorpex e deverá estar pronto em breve para ser enviado a Marte dentro de dois ou três anos, no máximo. Inspirado no robô Sojourner, lançado em Marte em julho do ano passado, o Lorpex fez seus primeiros testes em dezembro, no deserto do Arizona. Ele está sendo desenvolvido por uma equipe do Centro de Pesquisas em Engenharia Industrial, da Universidade do Arizona, Estados Unidos.
Embora a Nasa ainda não tenha dado seu veredito final sobre as suas qualidades, o Lorpex deve ser plenamente aprovado, principalmente pelo fato de pesar metade dos outros robôs de sua espécie, que precisam levar uma grande quantidade de combustível não renovável.
Para produzir seu próprio combustível, o Lorpex utiliza um processo baseado em eletrólise de óxido sólido. Esse processo, a grosso modo, funciona com base em uma bateria com óxido de zircônio que pode ser constantemente recarregada pelo Lorpex. Para isso, o robozinho de 21 quilos aquece a placa da bateria até a temperatura de 900 graus centígrados, utilizando suas células de energia solar. A essa temperatura, o dióxido de carbono (que compõe 95% da atmosfera marciana) divide-se em oxigênio e monóxido de carbono.
Então a placa da bateria suga esses gases e os estoca para serem utilizados como combustível para o Lorpex. Através desse processo, a placa do sistema do pequeno robô consegue produzir um quilo de combustível a cada dez dias. Quando esses gases são queimados dentro de uma pequena câmara de combustível produzem força suficiente para o Lorpex voar dois quilômetros ou rodar até uma localização mais interessante, se for esse o caso.
Resultados excelentesDurante os testes de dezembro, no deserto do Arizona, os pesquisadores da Universidade do Arizona não utilizaram monóxido de carbono, por ser um gás venenoso (o mesmo que é expelido pelos escapamentos dos automóveis). Em vez disso empregaram Hélio, o que não permitiu avaliar as condições reais em que o Lorpex vai trabalhar na superfície marciana. De qualquer modo, foi possível estudar o fluxo dos gases dentro da câmara de combustão, e os resultados, segundo os pesquisadores, foram excelentes.
Além dessas vantagens evidentes em relação ao Sojourner, lançado no ano passado, o Lorpex poderá proporcionar uma investigação muito mais ampla, praticamente ilimitada, da superfície marciana. Em sua pauta de trabalho, por exemplo, deverá constar obrigatoriamente uma investigação da região chamada Sidônia, onde foram fotografadas estranhas formas muito semelhantes a pirâmides e rostos humanos. Será a oportunidade para a Nasa dizer definitivamente do que se trata.





