RISCOS - Cuide da segurança de seu smartphone
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
As vendas de smartphones, os celulares inteligentes, tiveram um incremento de 165% no primeiro semestre deste ano. Com a praticidade oferecida por estes aparelhos, os usuários passam a acessar páginas pessoais e até mesmo suas contas bancárias pelos smartphones. Desta forma, o risco de que dados sigilosos caiam nas mãos erradas aumenta muito.
Junto com o aumento das vendas, cresce o interesse dos criminosos virtuais por estes dispositivos. ''Vale lembrar que o objetivo maior do criminoso virtual é o ganho financeiro'', afirma Bruno Rossini, especialista em segurança da Norton Symantec, marca de antivírus. ''Atualmente, 9% dos crimes praticados no Brasil afetam os dispositivos celulares'', continua.
Segundo Mariano Sumrell, diretor de Marketing da AVG, se comparado ao número de ameaças para o desktop, o número de programas maliciosos para os smartphones ainda é pequeno. Mas o que mais espanta é a velocidade com que este número cresce. ''Este ano, em relação ao mesmo período do ano passado, triplicou o número de ameaças.''
De acordo com Rossini e Sumrell, a plataforma Android é hoje a mais visada por ser cada vez mais popular e ser a opção de vários fabricantes de telefones celulares. ''Quanto mais gente adota este tipo de plataforma, mais o criminoso foca em desenvolver ameaças para ela'', diz o especialista da Norton.
O sistema operacional da Google alcançou 44,8% dos usuários de smartphones nos EUA neste terceiro trimestre, segundo a ComScore. No Brasil, ela também é a mais lembrada pelos usuários corporativos, atingindo 63,9% da preferência, segundo estudo encomendado pelo Grupo Educacional Impacta Tecnologia à MBI Mayer&Bunge Informática.
Para Rossini, o fato de o Android ter milhares (mais de 500 mil) de aplicativos disponíveis também é fator que o faz ser mais visado. ''Demora mais para o aplicativo fraudulento ser encontrado e tirado do ar.''
Uma das principais formas de infecção se dá através das aplicações que os próprios usuários baixam para o celular. Eles oferecem jogos, música e, ao mesmo tempo, roubam informações da agenda de telefones, logins, senhas. Por meio dos contatos da agenda, o criminoso virtual pode enviar mensagens de texto com links maliciosos - trata-se do malware conhecido como ''worm''.
Rossini explica que estes aplicativos maliciosos podem ser encontrados mesmo na loja de apicativos da Android, a Android Market. ''O Android tem por filosofia ser um sistema de plataforma aberto. Os aplicativos são disponibilizados lá sem muita supervisão'', diz o especialista.
Sites voltados aos smartphones também já estão sendo desenvolvidos pelos hackers para ''fisgar'' dados dos usuários. São os sites com terminação ''.mobi'', que atuam através do mecanismo chamado de ''phishing''. Eles são idênticos a sites originais, como de bancos, mas capturam as informações de quem navega por lá.
Outra forma muito percebida de conseguir vantagens pelos dispositivos móveis lá fora vem sendo praticada por criminosos virtuais que abrem uma empresa fictícia a fim de oferecer serviços falsos sob cobrança do usuário. Geralmente, estas ofertas chegam por SMS, e o usuário é solicitado a enviar uma resposta para confirmar a contratação do serviço.




