Regulamentação deve impulsionar o mercado


À espera da nova regulamentação, o empresário Marcos Alexandrino do Nascimento diz adotar algumas precauções no uso de drones para a captação de imagens aéreas. Junto com Marcelus Nogueira, ele é dono da Drone Movie, em Londrina. Dentre estes cuidados, está o voo distante das pessoas e sempre realizado por dois operadores – um piloto e um observador. "Tem muita gente que tem drone em casa mas nem por isso ele deixa de oferecer risco às pessoas." Na visão de Nascimento, a regulamentação do uso de drones proposta pela Anac "vai distinguir o profissional de quem não é".
Já na opinião de Alessandro Akio Hirooka, da SkyLens, também de Londrina, a proposta de regulamentação não é suficiente para a profissionalizar o setor e poderia ser mais rigorosa. "(Da forma como a regulamentação foi proposta) Qualquer um pode pilotar um drone, pois mesmo quem tem um equipamento como o nosso (com menos de 25 quilos) não precisa tirar habilitação." Pela proposta da Anac, precisa de licença e habilitação apenas pessoas que querem operar um drone com altura de voo acima de 120 metros. Para voo mais baixos, é preciso apenas realizar o cadastro do equipamento e do operador.

Potencial

Na opinião de Emerson Zanon Granemann, diretor da MundoGeo, de Curitiba, uma regulamentação para o uso de drones trará segurança tanto do ponto de vista de prevenção de acidentes quanto do ponto de vista jurídico. "Hoje um usuário que quer contratar um serviço ou comprar um equipamento tem dúvidas se poderia fazê-lo." A MundoGeo é responsável pela realização da feira Drone Show Latin América, prevista para o final de outubro em São Paulo (SP). Com mais segurança, a regulamentação do segmento poderá abrir espaço para que os drones sejam utilizados para novas aplicações. "O mercado vai crescer muito, pois até então estava reprimido."(M.F.C)


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