Refugiados ecológicos preocupam a FAO
Refugiados
ecológicos
preocupam a FAO
Agência Estado
Especialistas em restauração de ecossistemas florestais degradados, ligados ao Fundo das Nações Unidas sobre Alimentação (FAO), afirmam que a desertificação está criando problemas sociais que poderão se agravar nos próximos anos, se nada for feito para deter o processo de destruição das terras férteis do planeta. De acordo com estimativas da ONU, 41% do planeta são ocupados por desertos ou áreas em processo de desertificação. O continente mais ameaçado é a África, com 66% de seu território afetados.
Na América Latina, segundo o relatório da ONU, o Brasil é um dos países mais afetados, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Um outro estudo, divulgado pela FAO, indica que o empobrecimento dos terrenos férteis forçou milhões de pessoas a se mudarem em busca de melhores condições de vida. O número de refugiados ecológicos em todo o mundo já passa de 30 milhões e poderá chegar a 50 milhões até o ano 2000, segundo especialistas do Instituto do Clima, dos Estados Unidos.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) engrossa as estatísticas sombrias ao informar que a poluição diminui nos países industrializados, mas continua aumentando no Terceiro Mundo, a níveis inaceitáveis. Diz ainda a Unep que o buraco de ozônio sobre a Antártida aumenta a cada ano, tornando ainda maior o perigo dos raios UV-B que atravessam a estratosfera e, segundo pesquisas científicas, podem causar câncer de pele.





