Navegar é preciso. O fato de realizar tarefas em segundos levou cerca de 60 milhões de pessoas de todo o mundo a usufruir dos prazeres e das facilidades do ciberespaço. Trocar e-mails, encontrar pessoas, levantar informações e bater papo foram alguns dos motivos que transformaram a Internet no grande boom de 1997.
Pode parecer loucura, é mas possível afirmar que, com a explosão da Net, o mundo mudou. E, olha que não foram só as empresas de informática que passaram a trabalhar antenadas com as novidades da Web. Além da famosa guerra dos browsers, protagonizada pela Microsoft e Netscape, grandes companhias de software e de hardware, como a Lotus, a Sun e a Acer, por exemplo, também têm desenvolvido produtos voltados especificamente para a Web. Os mercados corporativo e SoHo (Small Office/Home Office) encontram, com facilidade, soluções para o desenvolvimento de comércio eletrônico e micros prontos para navegar na Rede.
Enquanto a guerra dos browsers não é definida, os cerca de 400 provedores brasileiros de acesso à Internet comemoram os quase 1,5 milhão de usuários nacionais. Segundo a Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Internet), este número seria bem maior com a privatização das teles (com mais oferta de linhas). Outros fatores que ajudariam a popularizar ainda mais a Internet no Brasil, segundo o presidente da entidade, Antonio Tavares, são: divulgar mais a Rede nas escolas, dar acesso às classes mais pobres da população e incentivar o uso da WebTV (uso da tevê para navegar na Rede).
E falando em divulgação da Net em escolas, vale lembrar que 65% dos internautas brasileiros são formados por adolescentes e jovens, com idade de até 29 anos, segundo pesquisa realizada pelo Ibope/Cadê?.
Seguindo os adolescentes, as mulheres também caíram nas graças da Rede. Hoje, segundo a mesma pesquisa, o público feminino atinge quase 30% do total de internautas brasileiros.
Tanta gente navegando na Internet não poderia resultar em outra: a infra-estrutura do backbone da Embratel triplicou de tamanho este ano, assim como a capacidade dos links de saídas para os Estados Unidos e Canadá. Agora, basta aguardar pela privatização das teles para ter mais linhas disponíveis. Se continuar do jeito que está, até 2001 a Internet vai se transformar em um dos mais populares meios de comunicação.

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