A recém-criada Organização Não Governamental (ONG) paranaense Rede Brasil-Japão de Negócios e Tecnologia de Software (NTS) promete fazer barulho na área de softwares de automação do outro lado do mundo. A ONG brasileira pretende desenvolver atividades e ações de formação, informação, desenvolvimento científico, tecnológico, mercadológico, econômico e social voltadas para os segmentos social, governamental e empresarial japonês.
A Rede NTS é o resultado de um trabalho que vem sendo feito desde março de 1999 pelo Governo do Paraná. ‘‘Existe todo um canal de comercialização e de estrutura para negócios implantados entre Japão e Brasil, especificamente pelo Paranᒒ, destaca o diretor-presidente da Rede NTS, Márcio Spinoza. Empresas do Estado que participam do programa, como a Malisoft, Infopar e a Palas Athena, já contam com parceiros japoneses e estão fechando negócios com empresários daquele país nas áreas de aplicativos e serviços em software.
Spinoza explica que estas áreas são as que o Brasil tem mais chances de competir. Segundo o diretor-presidente da Rede NTS, o Japão é muito bem municiado de softwares de alta tecnologia, ocupando a segunda colocação no mercado mundial de software. Mas, em compensação, existe espaço na área de automação de serviços para bancos, comércio eletrônico, controle fiscal e trabalhista das empresas de pequeno porte.
Atualmente, a potência asiática compra grande parte desses produtos da Índia. Entretanto, Spinoza ressalta que o Brasil, e em especial o Paraná, tem pelo menos dois atrativos de peso capaz de criar e manter um canal comercial vantajoso com o Japão. ‘‘Temos a comunidade nissei (descendentes de japoneses residentes no Estado) e mão-de-obra bastante qualificada’’. ‘‘Estes são nossos principais ativos’’, pontua.
O Paraná é o segundo estado brasileiro na geração de Produto Interno Bruto (PIB) em tecnologia de informação e de comunicação. Também conta com a segunda maior colônia de descendentes de japoneses do País (perde somente para São Paulo), com cerca de um milhão e meio de pessoas.
Uma missão empresarial brasileira, encabeçada pelo secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrahftig, esteve reunida no último dia 22 com o governador da província de Hyogo, Toshitami Kaihara. A missão busca estreitar ainda mais as relações comerciais, tecnológicas e de troca de conhecimento entre os dois países. ‘‘Estamos passando por uma malha fina bem fina com os japoneses e estamos conseguindo sucesso com os nossos representantes’’, afirma Spinoza.
A Rede NTS conta ainda com a participação da Secretaria Estadual da Indústria e Comércio e do Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar). O projeto está concentrado no Programa Paraná Classe Mundial em Software (W-Class), que abriga todos os programas, projetos e iniciativas governamentais da área.

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