A partir deste mês a Rede Paranaense de Telemática (RPT) será estruturada para integrar em rede de telecomunicação o Tecpar, as universidades estaduais de Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Guarapuava, Unioeste (seus quatro campi), as Universidades Isoladas e os vários institutos de pesquisa do estado.
De acordo com o coordenador de Informática da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, José Henrique Ferreira, essa rede será integrada aproveitando a estrutura de comunicação existente entre Foz do Iguaçu e Paranaguá.
Em palestra aos participantes da Mercosul Informática, 1ª Feira de Informática do Mercosul, ele reafirmou que a RPT chega para contribuir decisivamente com o desenvolvimento do Paraná.
A rede será ligada com potência de 2 megabits e terá duas conexões internacionais entre o Tecpar, em Curitiba e a Costa Leste dos Estados Unidos. Quando o sistema estiver conectado com fibra ótica a capacidade automaticamente passará para 650 megabits, suficientes para trafegar na rede com rapidez e qualidade. Nos próximos dois anos a estimativa é operar com 150 MB de rede ATM.
José Henrique considera que desta forma as universidades e instituições de ensino e pesquisa poderão trocar informações aproveitando a velocidade proporcionada pelas conexões mundiais via Internet. ‘‘A rede digital para acesso a Internet terá nove postos envolvendo todo o Estado’’, disse.
As universidades darão suporte tecnológico porque têm um público especializado. O ensino superior no Paraná reúne 4,8 mil professores e pesquisadores, 46 mil alunos de graduação, mestrado e doutorado. Na área de tecnologia e informática funcionam 165 cursos de nível superior. O Comitê Gestor Internet/RPT propõe a formação de grupos de trabalho: engenharia de rede, relações internacionais, tecnologia de software, profissionais da área de meio ambiente etc, dos quais 60% já estão formados com pessoal contactado através da Internet.

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