Em janeiro, o Facebook anunciou uma nova ferramenta de busca, baseada no que eles chamam de Graph Search (busca gráfica), que cruza informações de pessoas, fotos, lugares, interesses e outros conteúdos compartilhados com o usuário para apresentar os resultados. Desta forma, é possível buscar, por exemplo, fazendo uma analogia ao falado pelo criador do Facebook, Mark Zuckerberg, amigos que moram na cidade. Mas também é possível fazer buscas mais complexas e detalhadas, como as que Tom Scott, blogueiro em Londres, mostrou em sua página do Tumblr.
Ele cruzou informações pouco paradoxais, como "mães de judeus que gostam de bacon", ou ainda outras mais polêmicas, como "atuais empregadores de pessoas que gostam de racismo". Neste último, a busca gráfica do Facebook mostrou entre os resultados nada mais, nada menos que a rede de fast food McDonald´s.
Se até empresas de grande sucesso como o McDonald´s estão suscetíveis a tais transtornos, quem dirá reles mortais como nós? A ferramenta ainda não está disponível no Brasil e não há previsão de quando isso vai acontecer. Apenas usuários que utilizam a rede social na língua inglesa podem entrar em uma lista de espera para testar a versão Beta. No entanto, a novidade já criou grande repercussão no mundo inteiro. Aqueles preocupados com a privacidade temem o tipo de informação a respeito dos usuários que pode ser encontrada com a ferramenta.
Atrelada à privacidade também está a segurança na internet. "A questão da segurança está relacionada principalmente ao sigilo da informação do usuário", aponta Sylvio Barbon Junior, professor adjunto do curso de Ciências da Computação da Universidade Estadual de Londrina. "A falta de segurança está associada aos dados que os usuários disponibilizam na rede e podem comprometer a segurança quando utilizados por pessoas de má fé, sofrendo golpes, por exemplo, baseados em Engenharia Social", continua.
O especialista em segurança da Symantec, Nelson Barbosa, explica que uma busca mais detalhada pode tornar os argumentos de criminosos virtuais mais convincentes na prática de phishing. "Vamos supor que você se formou em uma universidade de Londrina. O cracker pode praticar o phishing com pessoas que estudaram na instituição mandando um e-mail dizendo que quer promover um encontro com estas pessoas, mas para isso é necessário que elas confirmem seus dados em um site falso que vai coletar informações pessoais", exemplifica Barbosa.

Bom senso
Em qualquer ambiente on-line, o usuário deve tomar alguns cuidados (veja quadro). Porém, como a rede social é o local onde os usuários costumam expor ainda mais sua intimidade, Barbosa dá duas dicas. A primeira é, ao criar uma conta em uma rede social, checar quais são as configurações de privacidade oferecidas. Em segundo, antes de compartilhar qualquer informação, checar se aquele momento e local são adequados, mantendo sempre o bom senso.

Imagem ilustrativa da imagem Quem pode ver esta publicação?




Leia a reportagem completa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

- Bom para divulgar empresas

Leia Também:

- Vendas de tablets devem avançar 67% em 2013, diz IT Data

mockup