QUEM DÁ MAIS?
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segunda-feira, 13 de novembro de 2000
Antonio Edgardo S. Costa Reis Agência Estado 
Aos poucos, o clique vai substituindo o martelo... embora para as obras de arte mais caras o colecionador experiente ainda queira ver pessoalmente o que está comprando, o futuro, entretanto, está mais para um clique do mouse do que um aceno do leiloeiro e a martelada final.
Colecionadores com e sem experiência, compradores em potencial mas que nunca se aventuraram a dar um lance numa obra por se sentirem intimidados ou por viverem muito longe do leiloeiro, artistas que de outra maneira não teriam como mostrar seus trabalhos, todos se beneficiam com a expansão do comércio da arte on-line.
E os oferecimentos são para todos os gostos... e orçamentos. Quem não tem 250 mil dólares para dar de lance num Marc Chagall na artnet.com, pode, quem sabe, escolher entre um Pablo Picasso ou um Fernando Leger para exibir na sala ou no escritório fazendo um lease por muito menos dinheiro na fineartlease.com.
Mas há centenas de obras de grandes nomes da pintura, gravura, escultura e fotografia, oferecidas a preços atraentes e com todas as garantias, por leiloeiros tradicionais como a sothebis.com e christies.com e não tão tradicionais como a ebay.com e a artprice.com.
Mas por onde começar? Isso depende do orçamento de cada um. A Sothebys, que diz vender cerca de 1 milhão de dólares por semana em seu site (incluindo jóias, vinhos e mobiliário), tem uma grande seleção desde esculturas tribais africanas (US$ 250) a pinturas variando entre US$ 2,5 mil a US$ 50 mil de preço mínimo. Artistas contemporâneos e fotografias (Henri Cartier-Bresson, Rue Mouffetard, US$ 3,6 mil quando muitos cobram mais de US$ 6 mil) se encontram na ArtNet. Ou gravuras e litografias de artistas conhecidos e desconhecidos que variam entre US$ 50 e US$ 2 mil na guild.com ou na NextMonet.com. Isto é, mesmo com pouco se pode comprar muito. Vale a pena também visitar os sites dos chamados leilões de massa, como a Great Collections da EBay.
A tendência dos leilões on-line é melhorar. Há sites (Icollector.com) que já aceitam lances antecipados para leilões ao vivo, assim como a Christies, que tem uma bela coleção sobre artistas sul-americanos, incluindo Tarsila do Amaral e DiCavalcanti, onde se pode participar de leilões em várias partes do mundo.
Certamente não está longe o dia em que os leilões ao vivo serão transmitidos pela Internet e serão aceitos lances pelo computador. Da mesma forma, com a sofisticação da imagem digital, a Internet leva vantagem sobre o tradicional catálogo, já que a Sothebys, por exemplo, oferece até quatro fotos de alta definição das obras em leilão, contra uma apenas do catálogo impresso.
Finalmente, se o seu orçamento não permite nem mesmo um lance em um do sites mencionados, ainda há uma solução: tentar uma cópia, em vez do original, no http://www.masterscollection.com


