Ilustração: Claudio DuartePrecisa-se de hacker, entre 13 e 20 anos, com bons conhecimentos de Unix, Windows NT, Macintosh, sistemas operacionais de mainframes e pirataria. Não se exigem referências de outros empregos. A empresa oferece plano de carreira e boas perspectivas de ascensão profissional. Salário inicial: R$ 500.
Pelo andar da carruagem digital, o anúncio acima, imaginário, vai se tornar uma realidade em pouco - ou pouquíssimo - tempo. A cada real perdido numa invasão, ou num servidor congelado à distância, corresponde um outro real, que poderia ter sido investido na contratação de um hacker que pudesse ter impedido a crise.
Em 1997, foram quase US$ 300 bilhões (, mesmo) desviados em todo o mundo por meio de fraudes digitais de vários tipos. Este número - diga-se de passagem, monumental - apareceu na conversa com um especialista no assunto, o ex-hacker Wyly Wade, que vive de fuçar bytes em grandes empresas desde os 14 anos. Hoje, aos 23, ele é consultor da Cambridge Technology Partners, www.ctp.com, multinacional de consultoria sobre segurança de sistemas e vive (muito bem, aliás) dando palestras para executivos aflitos e assustados com o poder dos trombadinhas digitais.
Com o crescimento das redes - Internet, intranets, extranets, etc. - cada vez mais esses fuçadores serão recrutados; e, dependendo do conhecimento técnico, do talento para a coisa e, sobretudo, do apego à ética, ser hacker, hoje, pode ser um bom negócio.

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