Qual o valor de seus arquivos pessoais?
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de outubro de 2012
Mie Francine Chiba <br> <br> Reportagem Local 
Você já parou para pensar qual o valor, em cifras, dos arquivos que você mantém armazenados no seu computador e nos seus dispositivos móveis? Fotos, músicas, e-mails, contatos, informações de finanças ou profissionais são dados para os quais não damos muita importância. Os internautas que responderam a um questionário da empresa McAfee na internet também não davam a devida atenção a estes arquivos, mas quando descobriram o valor total atribuído a eles, ficaram surpresos.
De acordo com a pesquisa, o brasileiro avalia em R$ 238.826, em média, o valor total dos seus ativos digitais, como são chamadas as informações que guardamos no computador e em outros dispositivos. O valor é maior que o de outros países onde foi feita a mesma pesquisa, como EUA, Alemanha, Japão ou Reino Unido. Na pesquisa global, os pesquisados avaliaram o seu ativo digital em cerca de R$ 38 mil. Depois de fazerem os cálculos, 74% dos entrevistados brasileiros concluíram que o valor dos seus ativos digitais é maior do que imaginavam.
Para José Matias, diretor de Suporte Técnico da McAfee para a América Latina, o valor dos ativos digitais no País foi jogado para o alto porque os brasileiros acreditam que o valor dos seus arquivos é inestimável. Dos entrevistados, 17% atribuem aos seus arquivos digitais um valor total ''superior a R$ 200 mil''. Eles ainda apontaram que 38% dos seus ativos são patrimônios irrecuperáveis, que chegam a R$ 90.754. Fotografias são os principais ativos ''impossíveis de recuperar''. Elas integram a memória pessoal digital do brasileiro, avaliada em média a R$ 86.831.
Os dispositivos móveis aumentam a quantidade de arquivos armazenados pelo brasileiro e ao mesmo tempo fazem crescer os riscos de perda sem backup. Na pesquisa, chegou-se à conclusão de que mais de 20% dos brasileiros entrevistados já possuem pelo menos cinco dispositivos por domicílio e 64% ao menos três.
Mesmo assim, 14% declararam que não possuem uma solução de segurança em todos os seus dispositivos. Mas 91% consideraram ter mais cuidado com seus arquivos após avaliarem o valor de seu ativo digital. Afinal, 77% afirmaram que ficariam arrasados caso perdessem suas memórias pessoais, mais do que os estrangeiros (59%).
''O que percebemos é que as pessoas não têm preocupação em ter um backup. Elas têm muitas vezes um desktop, notebook, smartphone, tablet e usam cada um em uma situação diferente e a informação ficou ali. Esta réplica tem mais a ver com segurança porque em caso de perda, aquela informação ficou lá.''
Na opinião de Matias, as pessoas já perceberam a importância da segurança de seus computadores, mas ainda não fizeram o mesmo para seus smartphones e tablets. ''Principalmente para o smartphone. As pessoas não percebem que aquilo é um computador. Continuam vendo-o como um telefone, acabam não tomando os mesmos cuidados e os atacantes já perceberam isso.''
Segundo o gerente, quando a empresa criou seu primeiro antivírus para celular, em 2004, ainda não havia ocorrências deste tipo. Oito anos depois, as ameaças já chegam a 14 mil. O mínimo de cuidado para manter a segurança do computador e de seus dispositivos, na visão de Mathias, é manter instalado neles um antivírus.



