Provedores ganham cadastro nacional
Agência O Globo
Do Rio
Na última reunião do Comitê Gestor, realizada há duas semanas, o grupo decidiu organizar um Cadastro Nacional de Provedores. A participação não é obrigatória, e a lista incluirá provedores de acesso, serviços e informações. A relação ficará disponível para consulta no site do comitê, em www.cg.org.br. De acordo com Raphael Mandarino Jr., representante dos usuários no grupo, a consulta deverá estar disponível no próximo mês.
Quanto à onda de ataques de hackers que assolou o ciberespaço nos últimos dias, os representantes do comitê afirmam que é um problema inerente a qualquer tipo de rede. Mandarino diz que, no caso do Brasil, houve um crescimento muito rápido da Internet e ainda são poucos os bons profissionais especializados em segurança de redes.
O comitê está providenciando a volta de cursos online para esta área. A professora Liane Tarouco, do grupo de redes, vai coordenar um curso virtual, Gerência de redes, até o fim deste semestre. O curso será gratuito e abordará questões de segurança, detalha Mandarino.
Para o representante dos usuários, também é preciso que os provedores tenham mais cuidado. Em agosto do ano passado, o comitê elaborou uma série de recomendações para os provedores de acesso. O documento Recomendações para desenvolvimento e operação da Internet/Br está disponível no site do comitê. Mandarino diz que é hora de os provedores seguirem essas recomendações, que deverão se transformar em resolução do comitê.
É uma obrigação do provedor instruir seus clientes para se protegerem de ataques, explica Mandarino.
Outra decisão tomada na reunião diz respeito às audiências públicas do grupo. Mandarino comenta que não adianta fazer reuniões só com os membros, é preciso interagir com a sociedade. O representante dos usuários e o dos provedores de acesso, Antônio Tavares, receberam a missão de organizar um Road Show do comitê para estreitar contatos com internautas e provedores nas regiões Norte, Nordeste e Sul.
Os projetos de redes metropolitanas de alta velocidade, mais conhecidos como Remavs - que é o embrião da Internet 2 no País - também mereceram destaque na reunião do comitê. A meta do grupo é não deixar que o projeto fique restrito aos domínios acadêmicos. Com a integração de empresas, o programa passa a ter uma utilidade prática para a sociedade.
O comitê vai intensificar a ligação das Remavs com as empresas, para agilizar esses projetos, afirma o representante dos usuários.





