ReproduçãoA Associação Brasileira de Provedores de Acesso de Informação da Internet (Abranet) está tentando convencer o Ministério das Comunicações de que a entrada das concessionárias no serviço de acesso à Internet não vai trazer benefícios, principalmente para os provedores de acesso.
No dia 31 de outubro, o presidente da Abranet, Antônio Tavares, se reuniu com o chefe do Serviço de Comunicações do Ministério das Comunicações, Mario Leonel, para explicar por que os provedores de acesso não vêem com bons olhos a entrada das teles na prestação de serviço ao usuário final. O encontro foi bom para a Abranet, que na terça-feira passada entregou a Leonel um documento endereçado ao ministro das Comunicações, Sérgio Motta, com as justificativas dos provedores.
Durante a reunião realizada em Brasília, Tavares contou a Leonel que os provedores do País enfrentam muitas dificuldades, principalmente com relação às linhas telefônicas. A reclamação comum é que as linhas demoram muito para ser entregues. Outra preocupação da Abranet é a concorrência desleal. Com a entrada das concessionárias de telecomunicações no mercado Internet, a Abranet acha que muitos provedores serão obrigados a fechar as portas por falta de condições para competir.
O chefe do Serviço de Comunicações do Minicom tentou tranquilizar Tavares, dizendo que as teles não vão entrar agora no mercado e que há um processo de criação de regras para afastar o fantasma do monopólio. Além disso, Leonel afirmou que a nova Lei Geral de Telecomunicações deixa bem claro que as teles só poderão prestar serviços de valor agregado se elas criarem subsidiárias. Para evitar competição desleal, essas empresas teriam que entrar no mercado em situação igual à dos provedores. Isso significa que, uma vez no mercado, elas deverão entrar na fila para conseguir linhas telefônicas, por exemplo.
O documento entregue pela Abranet ao Ministério das Comunicações destaca três pontos. O primeiro é uma análise sobre a atuação das teles no mercado de Internet como provedoras de meios físicos. A Abranet destaca que as empresas não estão conseguindo cumprir prazos na entrega de linhas. O segundo ponto é uma reivindicação. Os provedores pedem a redução imediata de 30% nos custos referentes a todos os serviços da Embratel. A proposta da Embratel era dar descontos maiores para conexões de menor banda e uma redução menor para os clientes com conexões mais parrudas.
O documento da Abranet sugere ainda que seja criado um grupo especial de apoio para discutir as mudanças no serviço de provimento de acesso à Internet. A equipe seria formada por representantes de vários grupos ligados ao mercado de Internet em todo o País. Resta agora esperar pela resposta do ministro.
No último dia 4, o Internet Council of Registrars (Core) anunciou a assinatura de um contrato com a Emergent Corporation para centralizar a habilitação de um novo grupo de nomes de domínio para Internet. Os novos membros da família de nomes de domínio dos EUA (‘‘.com’’; ‘‘.org’’; ‘‘.net’’; ‘‘.gov’’; ‘‘.edu’’ e ‘‘.mil’’) são: ‘‘.firm’’, para quem quer fazer negócios na rede; ‘‘.store’’, próprio para quem quer comprar e vender; ‘‘.web’’, usado para atividades relacionadas à World Wide Web; ‘‘.arts’’, que deverá ser usado por entidades culturais; ‘‘.rec’’, para entretenimento; ‘‘.info’’, para provedores de informação; ‘‘.nom’’, para pessoas físicas.
Os novos nomes vão entrar em campo nos primeiros meses do ano que vem. Entre as novidades anunciadas nos EUA e os novos nomes escolhidos pelo Comitê Gestor(‘‘.psi’’; ‘‘.esp’’; ‘‘.ind’’; ‘‘.art’’; ‘‘.tmp’’; ‘‘.rec’’; ‘‘.inf’’; ‘‘.etc’’) há algumas coincidências. Os nomes de domínio em vigor nos EUA (‘‘.com’’; ‘‘.net’’ e ’’.org’’) continuam sendo administrados pela Network Solutions, de acordo com um contrato com a U.S National Science Foudation.

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