Projeto forma produtores de softwares
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quarta-feira, 28 de maio de 1997
Celso Mattos Especial para Folha Informática 
Josoé de CarvalhoGeraçãoAs professoras Cleusa Asanome e Eliza Alves coordenam o trabalho dos estagiários no GenorpImagine empresários, professores, acadêmicos, governo, instituições públicas e privadas trabalhando por um objetivo comum: colocar o Brasil entre os maiores produtores e exportadores de software do mundo. É exatamente assim que funciona os bastidores do Projeto Genesis (Geração de Novos Empreendimentos em Software). Ciente da necessidade de criar uma base tecnológica para a geração de novas empresas, o Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico (CNPq) e o Softex 2000 lançaram, no ano passado, o Genesis. Um programa destinado a fornecer suporte conceitual e financeiro para a criação e desenvolvimento de softwares em instituições de ensino técnico ou superior.
Das 170 universidades inscritas para participar do projeto, apenas 12 forma selecionadas. Entre elas, a Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além do Estado do Rio de Janeiro, apenas o Paraná obteve aprovação para implantar duas bases operacionais do Genesis: o Genorp, em Londrina e o Informar, em Maringá. Na UEL, o projeto está sendo coordenado pelas professoras Cleusa Rocha Asanome e Eliza Alves Lima, do departamento de Computação. Atualmente, estão envolvidos no Genorp 22 empreendedores, sendo que 18 são alunos da UEL, três da Faculdas Integradas Norte do Paraná (Unopar) e um do Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon). Juntos, eles estão desenvolvendo dez programas de softwares nas áreas de saúde, redação, agrometerologia, educação, turismo e assistência social, entre outros, informa Cleusa Asanome.
Seleção Segundo a professora Eliza Alves Lima, o objetivo do Genesis é despertar o espírito empreendedor em alunos dos cursos de ciências da computação para a formação de futuros empresários no ramo de produção de software. Para isso, eles estão recebendo também treinamento na área de gestão empresarial ministrado por profissionais do Sebrae e do Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social (Itedes). A intenção é elevar a produção e a qualidade de software da região, visando a inserção no mercado nacional e internacional, afirma a professora.
Tudo indica que, nesse ponto, o projeto está no caminho certo. De acordo com o consultor do CNPq Ismar Neumann Kaufman, que esteve na UEL, no ínicio deste mês, avaliando o Genesis, os softwares que estão sendo desenvolvidos têm condições de competir no mercado nacional e internacional. São programas inéditos, criativos e de qualidade técnica excelente. Com certeza, vão contribuir muito para o desenvolvimento da produção de software no Brasil, garantiu.
Para participar do programa, os alunos passaram por uma seleção rigorosa. Eles tiveram que apresentar um projeto de software diferencial, um plano de negócio e precisaram defender a idéia perante uma banca formada por professores e empresários. Foi avaliado também se o aluno tinha, realmente, um perfil empreendedor, explicou Cleusa Asanome. Em setembro, será feita uma nova seleção. Para participar, o aluno deve ser formado ou estar no final de cursos de graduação da área de informática.
Outras bases Os estagiários recebem bolsas de estudos do CNPq e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Atualmente, 14 bolsas estão sendo custeadas pelo CNPq e sete pelo IEL. Para estágios de nível avançado, que envolvem empreendedores já graduados, as bolsas são de R$ 1.032,00 e para a fase inicial formada por alunos em final de curso, o valor é de R$ 241,00, informa a professora Eliza Alves. O projeto conta também com dois designers, três desenhistas e um analista de rede.
Além de Londrina e Maringá, existem bases operacionais do Genesis nas cidades do Rio de Janeiro, Blumenau, Porto Alegre, Juiz de Fora, Brasília, Goiânia, Vitória, Recife, Campina Grande (PB) e Campos (RJ). Em março, o Genesis lançou edital em o Brasil para selecionar mais dez bases. O resultado será divulgado no dia 16 de junho, quando os núcleos passarão de 12 para 22. Daqui alguns anos, a maioria da produção e exportação de software brasileira terá passado pelo Genesis, diz a professora Eliza Alves.
Em Londrina, participam do consórcio do Projeto Genesis, a Companhia de Informática do Paraná (Celepar) , a Incubadora Industrial, o Sebrae, a Londritec S/A, o Lyon (Empresa de Capital de Risco), o Instituto Euvaldo Lodi do Paraná e o Itedes. O site da home page do Genorp - Base Operacional do Projeto Genesis em Londrina, na Internet é: http://genesis.dcop.uel.


