Project IGI revisita Guerra Fria
Embora a Guerra Fria já tenha sido enterrada há mais de dez anos, o tema sempre volta à tona. É o caso de Project IGI (lançado pela Eidos Interactive e distribuído pela Greenleaf) onde rivalidade entre russos e americanos é revivida numa Rússia pós-soviética, assolada pela corrupção e chantagens.
O jogador assume a identidade do inglês David Llewelyn Jones, um ex-soldado
do Serviço Aéreo Especial (SAS). Ele foi enviado em uma missão secreta para capturar uma arma nuclear americana e evitar um segundo desastre como o de Chernobil. Jones especializou-se em táticas e idiomas russo e europeus; também tem conhecimentos extraordinários sobre as antigas armas pequenas, veículos e aeronaves soviéticas.
Com esse currículo, o soldado foi destacado para missões secretas de vigilância nos países do Leste europeu, para avaliar poder e capacidades militares. O ponto alto de sua carreira foi combater na Guerra do Golfo, mas os detalhes dessa missão ainda são secretos. Solitário como todo bom espião que se preze, Jones aceita apenas as tarefas mais lucrativas, atuando no interior de territórios potencialmente hostis.
Já deu para sacar que com um soldado desses, quase tudo é possível de ser realizado. Em Project IGI, o jogador pode lançar mão de um grande número de ações e tarefas como: subir e descer escadas, preparar explosivos, balançar por cordas e cabos, invadir computadores, além, é claro, de poder dar muitos tiros. Mas, assim como no mundo real, concluir o serviço leva tempo e todas as tarefas exigem que o jogador saia de combate e se concentre na sua execução. Caso seja interrompido enquanto trabalha, o jogador deverá recomeçar do princípio.
Assim que Jones inicia uma tarefa (manter pressionada a tecla shift direito - usar), o jogador poderá controlar a posição da câmera com o mouse. Enquanto executa a ação, uma barra vai mostrando o desempenho e quanto falta para que a tarefa seja completada. O combate, propriamente dito, acontece em três alcances: próximo, médio e longo. Mas Jones também tem ferramentas não-letais tão eficientes como os seus rifles de assalto e metralhadoras. Uma delas é o computador de mapas. Considerado o equipamento mais útil de Jones, o computador faz vigilância por satélite espião, destaca os objetivos da missão e registra todas as comunicações recebidas durante o jogo. Conhecido o potencial de ataque de Jones, é só colocar em prática as táticas dos agentes secretos: olho vivo, discrição e raciocínio rápido.
Os requisitos mínimos para jogar Project IGI são: Windows 95/98, com pelo menos 16 Mb de RAM, DirectXTM 6.1, processador Pentium 233, drive de CD-ROM de 4x.





