Programa infantil não é coisa de criança. Pelo menos, para a Idea Produções que estreará este mês na Rede Record de Televisão o ‘‘Vila Esperança’’. É um programa diário de 45 minutos de duração, nos moldes do Castelo Rá-Tim-Bum. Os números atestam ser este o maior programa infantil a ser exibido em uma emissora privada no Brasil e produzido por uma produtora independente. Cada capítulo está orçado em R$ 25 mil e foi fechado contrato de um ano de exibição, totalizando um investimento de R$ 6,6 milhões, ou seja, a metade do custo de uma novela global (girando em torno de R$ 50 mil/capítulo). O ‘‘Vila Esperança’’ conta com cem profissionais empenhados em sua realização - entre diretores, atores, cenógrafos, roteiristas e consultores.
Jairo Silva, proprietário da produtora, afirma que o projeto também se viabilizou na relação custo benefício com os recursos, a qualidade e a economia proporcionados por hardware e software distribuídos no Brasil pela Sisgraph. O pacote é composto de duas ilhas de edição Softimage/DS e o software Softimage 3D. Além de uma workstation TDZ 2000, uma estação de trabalho Studio Z, de tecnologia desenvolvida pela Intergraph norte-americana. A Idea Produções planeja vender o ‘‘Vila Esperança’’ e outros programas no mercado externo.
Os 425 metros quadrados de cenário construídos no estúdio da Idea Produções - com um total de 640 metros quadrados, o maior de São Paulo - não serão os únicos em ‘‘Vila Esperança’’. O projeto prevê a utilização de cenários e personagens virtuais para animação do programa. ‘‘O 3D tem capacidade de animar personagens e os DS dispõe de ferramentas de composição de efeitos especiais superiores aos oferecidos no mercado’’, aponta Jairo. Outra vantagem destacada é o pacote ser baseado em microprocessadores Pentium, o que proporciona interatividade com outros softwares e tecnologias em digitalização de imagens, abrindo plenas possibilidades para expansões futuras.

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