Agência Estado
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Motoristas paulistanos terão softwares para cruzar dados e combinar caronasPara tentar reduzir em pelo menos 20% o número de veículos que circulam pela cidade de São Paulo, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental) estão lançando o Programa Transporte Solidário, sistema predeterminado de carona que vai contar com o apoio da informática para facilitar a vida dos motoristas e reduzir a emissão de poluentes.
O projeto objetiva elevar o número de passageiros transportados hoje pelos carros, que atinge a média de 1,5 por veículo. Por meio de um software desenvolvido em Visual Basic e Access pela equipe de informática da secretaria, os usuários poderão se registrar para formar grupos de carona e cruzar dados, como horários, itinerários, hobbies e hábitos.
Digitadas as informações de vários motoristas de uma mesma comunidade, o programa se encarregará de fazer os cálculos a partir da numeração do CEP, checar as informações e sugerir com quem cada usuário deve trocar carona.
O software será fornecido em três versões (Empresa, Escola e Condomínio) e poderá ser copiado gratuitamente do site da Cetesb na Internet (http://www.cetesb.br), a partir da próxima semana. Quem não tiver o acesso à Rede poderá solicitar o programa pelo telefone 3030-6967. Vale lembrar que ele só roda em Windows 3.1 ou 95.
A Cetesb não soube divulgar os custos com o software, mas informou que a sua equipe de informática levou cerca de um ano para desenvolvê-lo. Segundo a geógrafa Maria de Lourdes Freire, da equipe de coordenação do rodízio, o Programa Transporte Solidário segue os mesmos moldes do projeto Car Plus, utilizado em cidades como Roma e Madri.
O software é fácil de instalar, vem em três disquetes e cria automaticamente um ícone chamado carona no desktop do usuário. Segundo Maria de Lourdes, para evitar problemas de segurança, como por exemplo pegar carona com estranhos, o ideal é que o programa se detenha aos moradores de um prédio ou aos pais de alunos de um mesmo colégio. ‘‘O ideal é que uma pessoa de cada comunidade se encarregue de digitar as fichas dos motoristas interessados e de solicitar o cruzamento ao programa’’, explica. A Secretaria do Meio Ambiente espera que o programa continue a ser utilizado pelos motoristas mesmo após o término do rodízio.

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