De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), assim como outros equipamentos de telecomunicação, "as baterias auxiliares também devem passar por certificação da Anatel." A certificação pode ser identificada a partir do selo da agência afixada no produto. "Equipamentos não homologados podem apresentar riscos à saúde dos usuários, pois não há controle de níveis de ruídos e de emissões de radiofrequência. O usuário também pode estar exposto a riscos de choques durante o uso ou enquanto carrega a bateria de celulares", diz cartilha elaborada pela Agência.
O alerta é também reiterado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). "O consumidor precisa verificar se o carregador é homologado pelo fabricante do celular, se tem ou não homologação emitida pela Anatel, e se é compatível com o aparelho", ressalta Fabián Yaksic, gerente do departamento de tecnologia da Abinee. Também é importante que o produto tenha o selo do Inmetro.
Além de riscos de segurança, um carregador portátil que não atenda a estas exigências pode não cumprir com o que promete, completa Yaksic. "O fabricante do carregador não garante que o valor nominal em mAh seja o realmente utilizado na sua capacidade total, mais ainda quando desconhecemos o fabricante do carregador e muito menos se este carregador não é o homologado pelo fabricante do celular ou do tablet."

Cuidados
Ao recarregar os aparelhos, devem ser tomados os mesmos cuidados necessários ao recarregar tablets e smartphones na tomada, avisa Luis Vieira, da Sony Brasil. "Evitar quedas, altas temperaturas, exposição à luz solar direta, contato com água, como também desconectar da tomada assim que o carregador indicar carga completa." (M.F.C.)

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