DivulgaçãoIlícitoNo game da BMG distribuído no Brasil pela MPO, ganha pontos quem roubar carros, atropelar pedestres, atirar em policiais e violar a lei para subir na vida. A notícia da proibição provocou uma corrida aos pontos de venda e o produto se esgotou em duas semanasRoubar carros, atropelar pedestres, atirar em policiais, violar a lei para subir na vida. Em ‘‘O grande ladrão de carros’’, game da BMG distribuído no Brasil pela MPO Multimídia, é cometendo atos ilícitos como esses que o jogador ganha pontos.
Ao ser informado da proibição, o presidente da MPO, Marco Botana, deixou de enviar o game para as lojas. Apesar disso, as vendas continuaram e o primeiro lote de mil CD-ROMs, vendidos a cerca de R$ 65, cada, esgotou-se no segundo dia. Para Botana, a polêmica criada aumentou a curiosidade do público.
Para tentar derrubar proibições como essas, integrantes da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes) estão pensando em criar uma espécie de conselho de auto-regulamentação do setor, que classificasse os games e trouxesse indicações da idade recomendável dos usuários, na caixa do produto.
Eduardo Mace, diretor da produtora ATR Multimídia, quase comprou os direitos do game, mas desistiu por desconfiar que a história de ‘‘Carmageddon’’ (v. matéria ao lado) se repetiria.
O jogo é sensacional, é uma pena que tenha sido proibido - diz ele, que já chegou à fase final e descobriu que o crime não compensa. De acordo com Mace, cometer crimes rende pontos no jogo, mas chama a atenção da polícia: acuado, o gamer não consegue prosseguir.
Quem não concorda com nada disso é o produtor e distribuidor André Breitman, da Icon: ‘‘Produzo softwares educativos e acho que todo jogo ensina alguma coisa; esse ensina a roubar carros’’, diz. ‘‘Não compraria e não venderia esse game, que além de tudo é ruim’’.

mockup