Assim como os jogadores, os games estão ficando cada vez mais exigentes. Querem mais poder de processamento, mais cores na tela e mais som. Como no mercado doméstico os jogos são um forte impulso de consumo, a máquina precisa estar preparada para recebê-los. Um drive rápido de CD-ROM, um bom monitor e uma placa de vídeo com no mínimo 1 MB de memória é o equipamento básico de qualquer gamemaníaco que se preze. Mas quem quiser aproveitar melhor as qualidades gráficas das produções mais recentes terá de investir um pouco mais.
É cruel, mas os jogos que estão saindo já não aceitam mais aquele bom e velho companheiro de guerra, o 486. Eles querem, no mínimo, o Pentium 100 para dar o ar de sua graça com velocidade aceitável. Riqueza em gráficos nem sempre pode ser esperada de uma configuração mediana.
Um bom exemplo disso foi dado na semana passada, no lançamento de um pacote com 30 títulos que a BraSoft coloca nas lojas até o fim do ano. A sofisticação das imagens geradas em computador ou das sequências filmadas com atores e digitalizadas sobrecarrega o processamento. Ao apresentar o game de JetFighter 3, um simulador de combate aéreo, o presidente da BraSoft, Paulo Roque, avisou: ‘‘Este game só roda em micro Pentium 100 pra cima.’’ E quem não possui placa aceleradora gráfica precisa optar: ou escolhe a resolução máxima e corre o risco de o jogo ficar lento ou clica na resolução mais baixa.
É o efeito verificado na maioria dos simuladores. Pegue Monster Truck Madness, um simulador de corrida de poderosas picapes, lançado pela Microsoft. A velocidade com que as picapes andam faz com que vejamos todos os quadradinhos da computação gráfica. Com uma placa aceleradora, o visual melhora bastante. A mesma coisa acontece com jogos como Quake. Aliás, o último hit da id é um bom exemplo para testar o ganho de performance destas placas. O jogo parece crescer na tela, ganha mais definição, uma profundidade de cenários inédita e fica mais rápido.

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