Produto desperta interesse de alunos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de outubro de 1997
Curitiba 
Entre os 40 expositores da Edutec, um chamou atenção pela experiência bem-sucedida com a informatização do aprendizado: o Colégio Expoente. Faz oito anos que a escola levou a computação para a sala de aula e conseguiu aumentar o interesse do aluno pelo estudo. Já são 150 microcomputadores espalhados pelas quatro unidades de ensino em Curitiba. Até o programa utilizado pelo estudante é de produção própria.
A psicopedagoga Ely Gonçalves coordena o setor de Informática do Colégio Expoente. Segundo ela, a equipe de 22 pessoas (pesquisadores, designers gráficos e programadores) só foi criada em 1993. Nós sentimos essa necessidade e já no ano seguinte começamos a produzir softwares educativos voltados à alfabetização das crianças, lembra a coordenadora.
Atualmente o trabalho da equipe se concentra na produção de programas direcionados ao ensino de História para alunos de 5ª a 8ª séries. O software é desenvolvido de acordo com a matéria a ser estudada e após consulta aos professores responsáveis por cada disciplina, conta Ely, que também deu um curso sobre o uso adequado da informática na educação durante a Edutec.
Para a psicopedagoga, o que facilita o processo de aprendizagem é o conceito de videogame do programa. Fica mais divertido aprender, observa Ely. Quéfren de Macedo, oito anos, aluna da 2ª série primária do Colégio Expoente, fica ansiosa pelas aulas virtuais, como seus 30 colegas de turma. A gente aprende brincando, reforça a menina, ao falar do software para escrever corretamente.
As crianças ficaram mais interessadas pelo estudo e passaram a render mais nas provas, inclusive em matemática, informa a professora Lilibeth Johnson, que acompanha a turma de Quéfren. Mais que ensinar, o importante dos programas educativos é despertar habilidades e estimular a atividade em grupo, algo que vale para toda a vida, conclui Ely. (Dary Júnior)


