O professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Bruno Bogaz Zarpelão, concorda com as operadoras quando elas dizem que o aumento do tráfego na internet exigirá que elas aumentem também o investimento na rede. "Hoje, boa parte do tráfego está ligada à transmissão de vídeos, devido à popularidade de ferramentas como o YouTube. O tráfego de vídeo ‘pesa’ bem mais sobre a rede. Além disso, as operadoras têm sentido um grande crescimento no número de usuários móveis."
Por outro lado, ele afirma que não se pode abrir mão da neutralidade da rede. "A neutralidade é um elemento que acompanha a internet desde a sua criação. Possivelmente, o fato de hoje a internet estar presente em nosso dia a dia de maneira tão forte se deve à neutralidade. Esse processo é um dos motores para a inovação e a criação de tantos serviços diferentes na rede. Será que nós teríamos Skype e Youtube, por exemplo, se a rede não fosse neutra?", questiona. Para ele, as operadoras terão que encontrar um outro meio para acomodar o aumento do tráfego na rede, sem abrir mão da neutralidade. "E este caminho, com certeza, passa pela inovação tecnológica."(M.F.C.)

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