Arquivo FolhaMicro portátil: entre as opções é também boa pedida para presentes de última horaSemana passada, a equipe de informática da Agência Globo se reuniu na redação e chegou à conclusão de que, apesar desse mercado ser inteiramente imprevisível, algumas tecnologias vão vingar (toc, toc, toc). E fizemos uma lista reunindo o que achamos que dará certo com outros desejos, embora sabendo que alguns não passam de sonhos. Ah, a lista também é uma sugestão de compras de última hora.
Máquinas fotográficas digitais: 100% de acerto. Em breve, a fotografia analógica será convidada a se retirar da sala. Filmes, revelação, negativos, tudo isso morre em pouco tempo. Se você ainda não tinha decidido comprar ‘‘aquela’’ máquina, crie coragem e pise fundo. Há modelos, ‘‘lᒒ, que enchem seu agadê de imagens por menos de US$ 400. Vêm aí também as impressoras de papel fotográfico. Elas são pequenas, têm alta resolução mas ainda são meio caras. Espere um pouco.
Monitor de tela plana: outra barbada. São fininhos, elegantérrimos, mas os bons modelos podem custar até US$ 3,5 mil. Espere um pouco.
Scanners também são um bem de consumo informata cujo preço cai a cada clique. Havia scanners de mesa à venda, semana passada, em Nova York, por US$ 120 (!). Não espere mais! Sem falar nos scanners de filmes negativos, para você levar suas antigas fotos para dentro do micro.
Os PDAs (Personal Digital Assistants, ou assistentes pessoais digitais) maquininhas de mão que combinam recursos de computação, telefone/fax e conectividade com a Internet, seguramente vão expandir sua participação no mercado. Conectados a um celular, eles levam a Internet até para o banheiro.
‘Adiós, revistas!’
Notebooks são um caso à parte. Embora tenham deixado de ser ‘‘o’’ objeto de desejo e passado à condição de objeto de consumo, cuidado: se você quiser um micro de colo, escolha uma marca que tenha garantia e assistência técnica perto de você. Os notebooks mais baratos costumam vir de fábricas desconhecidas aqui nos trópicos e quando quebram, babaus.
Outra barbada é o DVD-ROM, sucessor do videocassete, do CD-ROM e do CD de áudio, tudo ao mesmo tempo. Já pensou em alugar um CD de alta resolução em vez de fitas de vídeo?
A última aposta é o Pentium II. Já é possível comprar, aqui, máquinas baseadas nele por menos de R$ 1,3 mil (monitor à parte). Com os primeiros notebooks voando a 300MHz, a única previsão possível é a de que ele vai desbancar o campeão atual, o Pentium 200 MMX, em poucos meses. Mesmo com um eventual ‘‘bug do Pentium II’’.
É preciso registrar um desejo unânime de todos aqui de que, em 1998, o discurso sobre a Internet seja menos histérico, mais maduro e menos ‘‘sensacional’’. Menos impostos, é claro, é um desejo-geral-quase-utopia de toda a micraria. Houve até quem pedisse uma companhia telefônica de presente para o ano que vem. Sei não.
Na área macia, o ano começa com alguns bons pressentimentos. O primeiro deles é uma versão novinha do ICQ, a 98ª , que permite montar seus próprios servidores de chat além de outras novidades. Dê um pulo em www.mirabilis.com e pegue o seu. Outra boa pedida para 98 é o Eudora 4 que agora lê e escreve HTML com a maior fluência. E há também uma surpresa, menos pelo conteúdo tecnológico do que pelo impacto cultural: o Aurora, combinado-jumbo especial de browser com ares de sistema operacional ‘‘ameaçado’’ pela Netscape. Contando com o Win98, são dois sistemas de peso chegando para a linha PC.
Entre os jogos, o Riven, segunda geração do campeoníssimo Myst, também é outra boa pedida. É sucesso certo nessa virada de ano e, ao que tudo indica, campeão absoluto em sua categoria em 1998. Seu concorrente mais próximo talvez seja o FIFA98, um jogo inteiramente sintonizado com a Copa do Mundo, com detalhes incríveis de todas as equipes (mesmo!) que participam do maior torneio de futebol do mundo. Com ou sem micro, 1998 será um ano de fortes e-moções!

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