Preço é limitador do consumo
Apesar de ainda ter um período de "incubação" de dois a três anos à frente, a consultoria Futuresource afirmou em pesquisa divulgada no ano passado que os despachos de produtos com tecnologia 4k deveriam crescer de 62 mil unidades em 2012 para 780 mil em 2013 e 22 milhões em 2017 no mundo. A chegada de conteúdo 4K nativo deverá aumentar as vendas de 2015 em diante, previu ainda a consultoria. Em pesquisa mais recente, a ABI Research estimou que, em 2018, 10% das casas norte-americanas deverão possuir um televisor 4K.
O preço, porém, deve ainda ser um limitador do consumo de TVs 4K no Brasil, afirma Claudio Nadanovsky Santos, especialista em Marketing de Produto da Panasonic do Brasil. "No Brasil, (a TV 4K) ainda está engatinhando. Como a tecnologia é muito recente, o preço torna inviável o consumo em massa." Os valores dos modelos pesquisados em duas lojas de Londrina variam de R$ 11.999 mil a R$ 22.999 mil. "O 4K vai se tornar padrão de qualidade", afirma Fernanda Summa, gerente da LG, por sua vez. "À medida que ganhar escala, a tendência é que os preços tenham queda."
Na opinião de Santos, da Panasonic, a velocidade da internet é outro fator importante para que as pessoas possam realmente usufruir de conteúdo em resolução 4K. "No mundo, o lançamento foi um pouco anterior, com isso a tecnologia barateou mais, e hoje as estruturas de transmissão de conteúdo (velocidade da internet, por exemplo) permitem um bom ambiente para a produção de conteúdo em 4K."(M.F.C.)





