Preço do e-book deveria ser 66% menor
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Em uma rápida pesquisa entre os lançamentos e os mais vendidos em três livrarias brasileiras, a diferença entre os preços dos livros impressos e dos digitais oscilou entre 17% e 36%. "Kairós o templo de Deus", do Pe. Marcelo Rossi, um dos mais comercializados em uma das lojas virtuais consultadas, apresentou variação de R$ 2,70 (17%) com relação à obra impressa. Já a obra "O amor de uma boa mulher", de Alice Munro, no formato impresso, custava, na ocasião da pesquisa, R$ 54,50 em uma das livrarias. Sua versão digital estava à venda, na mesma loja, por R$ 34,50. Nos mesmos sites, podiam ser encontrados e-books com preços que iam de R$ 1 a
R$ 40.
De acordo com o assessor de imprensa da Livrarias Curitiba, João Alécio Mem, a diferença média do preço entre livros impressos e digitais na loja virtual da rede é de 30%. Esta variação negativa se justifica, principalmente, pelo custo de impressão e de logística. "Como os e-books não têm papel e distribuição de logística, o preço final ao consumidor fica mais baixo. É uma diferença considerável. Porém, de acordo com a demanda futura, a tendência é que a diferença seja maior."
A diferença do valor entre os produtos, entretanto, não foi suficiente para animar o coordenador do laboratório de Economia do Livro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fábio Sá Earp. "Não vejo motivos para um e-book custar mais do que um terço do preço de um livro impresso", disse.
Na sua visão, o mercado de livros digitais ainda está em "fase de testes" no Brasil, assim como em outros países do mundo. Os títulos disponíveis também são reduzidos. Segundo a última pesquisa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) com o Sindicato dos Editores de Livros (SNEL), no ano passado as editoras possuíam 7,5 mil títulos digitais e venderam 227,3 mil exemplares.
Embora tenha apresentado faturamento 3,5 vezes maior em 2012 com relação a 2011, a venda de e-books ainda é pouco expressiva - representa apenas 0,01% do mercado de livros brasileiro. Mesmo livros impressos vendem pouco no Brasil, comenta Earp.
Ainda de acordo com a pesquisa da CBL, em 2012, as editoras venderam ao mercado 5,46% menos livros que em 2011. Os preços também cresceram 12,46% no mesmo período.
Ao contrário do que acontece com os preços dos livros físicos, os valores atribuídos às obras digitais ainda não chegaram a uma definição, e ainda é difícil prever quando isso deve acontecer, continua o professor da UFRJ. Em 2012, o preço médio de e-books era de R$ 15,41.
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