Dos 15,4 milhões de PCs (computadores pessoais) vendidos no Brasil em 2011, 55% foram notebooks e netbooks. Os tradicionais computadores de mesa, os desktops, ficaram mais uma vez para trás, com 45% da fatia de computadores vendidos. Os números, de pesquisa feita pela consultoria IDC, reforçam que os consumidores estão ficando cada vez mais adeptos dos portáteis por causa da praticidade.
Mas o que tem sido considerado como uma evolução do desktop, os computadores All-in-One, são hoje uma aposta das fabricantes para fazer os computadores de mesa voltarem às casas das famílias e das lojas para alavancar novamente a venda neste segmento. Os equipamentos All-in-One unem gabinete e monitor em uma só peça eliminando fios - fica apenas um cabo de energia para plugar na tomada. Alguns modelos contam até com a tecnologia touchscreen na tela.
Por causa do ''tamanho reduzido'', o computador ocupa menos espaço e é destacado pelo design diferente, portanto, muitas vezes indicado para quem quer compor ambientes modernos e minimalistas. Além disso, por ser um equipamento mais enxuto, os All-in-One ganham em eficiência de energia e podem ser até 74% mais econômicos que os desktops convencionais, conforme diz uma fabricante.
Os modelos ''tudo-em-um'' já são, há alguns anos, produzidos pelas maiores empresas de informática, que fazem lançamentos do produto a todo o tempo. A linha iMac, da Apple, por exemplo, é All-in-One e representa todo o segmento de desktops da marca.

Para a família

Luiz Tedesco, gerente de Desktops voltado ao consumidor final da HP, reconhece que a venda de notebooks ultrapassaram as de desktops, em meados do ano passado. ''É um fenômeno mundial, mas no Brasil o decréscimo ainda é suave. Estima-se que em 2012 haverá um decréscimo de 3%.''
Os computadores ''tudo-em-um'' estão dentro da estratégia de crescimento da HP, que comercializa o produto desde 2008. ''Os All-in-One são uma evolução do PC, que por muitos anos teve o mesmo formato'', contextualiza Tedesco. Apesar de os os All-in-One estarem presentes tanto na linha corporativa quanto na de uso doméstico da HP, Tedesco afirma que o produto é mais vendido aos usuários domésticos, junto a quem a HP deseja posicionar o produto como fonte de entretenimento para as famílias.

Para o meio corporativo

Já a Positivo Informática se baseia na pesquisa da IDC para dizer que as vendas de desktops de fato caíram, mas ainda são os preferidos pelas famílias brasileiras que estão adquirindo o seu primeiro computador, enquanto os notebooks, netbooks e tablets penetram principalmente nas classes A e B e famílias de classe média que estão adquirindo o segundo computador.
Mas os computadores All-in-One são vistos como mais interesse pelo meio corporativo, como uma ''ótima solução de redução de espaço e de energia'', diz Adriana Flores, diretora de Desenvolvimento de Produtos da fabricante. ''As empresas perceberam isso, principalmente lojistas e call centers, este último sendo o setor no qual somos principal fornecedor do país'', declara Adriana, que ressalva: ''Em breve, os PCs 'tudo-em-um' também devem ganhar mais espaço na casa dos brasileiros''. Adriana comenta que os computadores All-in-One, por enquanto, têm aceitação maior em mercados mais maduros, como Japão e EUA.

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