Portáteis já substituem cadernos
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quarta-feira, 19 de março de 1997
Milton F.da Rocha Filho Agência Estado 
Arquivo FolhaDepois do computador, agora o notebook faz parte da rotinaO futuro do ensino no mundo já começou a ser desenhado nos Estados Unidos, onde as crianças estão estudando com auxílio de notebooks (computadores portáteis). A afirmação é do vice-presidente mundial da Microsoft, Steve Ballmer, que realizou uma conferência sobre o desenvolvimento da informática no mundo. Nos Estados Unidos, já existem escolas em que os alunos estão utilizando
experimentalmente os notebooks, que têm um programa que dá fácil acesso a Internet, onde se pode pesquisar uma série infindável de matérias, explicou.
Ainda é caro se ter um notebook de última geração, com os preços podendo chegar a US$ 4,7 mil, segundo Ballmer. Mas pais alugam o produto e pagam menos. As crianças têm no notebook o seu livro e o seu caderno ao mesmo tempo, podendo desenvolver seus trabalhos com maior rapidez, além de poder ligá-los sempre a uma rede da escola, disse.
Segundo ele, o notebook poderá chegar em breve a custar de US$ 500 a US$ 600. Há uma tendência para que o preço caia rapidamente, afirmou.
Ballmer, no início de sua palestra, disse que quando se começou a usar o computador pessoal no mundo, se pensava em vendas de 15 mil unidades anuais. Hoje as vendas chegam a 70 milhões de unidades/ano. A Internet está ampliando o uso do computador. A Internet é uma plataforma entre empresas e delas com os seus clientes, explicou. De acordo com Ballmer, essas relações fazem a venda dos computadores duplicarem a cada 18 meses.
O vice-presidente de Microsoft disse ainda que os computadores terão programas que permitirão aos leitores lerem seus jornais na tela, do jeito que gostam: Ou seja, eu gosto de ler esportes, o basquetebol; a economia e os negócios, e depois vou para o primeiro caderno. Posso programar o jornal assim para mim. Fica mais fácil. Esse é o futuro.
Ele entende que em menos de dez anos, o computador estará integrado as escolas definitivamente. Os notebooks assim permitem e já há desenvolvimento específico para isso. Nós estamos participando deste processo nos Estados Unidos, revelou.
No ano passado a Microsoft foi a sexta maior investidora em pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos: a primeira foi a General Motors, com US$ 8,3 bilhões; em segundo, a Ford, com US$ 6,5 bilhões; em terceiro, a IBM, com US$ 5,2 bilhões; em quarto lugar, a AT&T, com US$ 3,7 bilhões; em quinto lugar, a Hewlett Packard, com US$ 2,3 bilhões; e em sexto lugar, a Microsoft, com US$ 2,1 bilhões.


