Consultor de produtos da Apple em Londrina, o jornalista Paulo Yamagute diz não se lembrar de cliente que tenha solução de antivírus instalada em seus iPhones. O telefone da Apple é o segundo mais utilizado no mundo. Segundo Yamagute, esta ''falta de cuidado'', na verdade, é questão de estabelecer prioridades. Instalar um antivírus em smartphone de plataforma que não possui casos relatados de infecção por vírus é desnecessário, ele explica.
Alguns pontos podem explicar o fato de não haver casos de vírus desenvolvidos para iOS. O consultor acredita, primeiramente, que o sistema não apresenta muitas falhas de programação que permitam os criminosos virtuais entrarem em ação. Os vírus desenvolvidos para outras plataformas, como o Android, não são ''compatíveis'' com o sistema operacional da marca da maçã.
Outro ponto que pode explicar a falta de ameaças ao reino constituído por Steve Jobs está no fato de que os modelos de iPhone podem ser facilmente atualizados com as versões mais recentes do iOS, que têm seus sistemas de segurança melhorados a cada nova mudança.
Os telefones da Apple ainda foram desenvolvidos de forma a não realizar troca de informações entre aparelhos (Bluetooth) e não permitem o download e intalação de softwares que não sejam da sua loja de aplicativos, afirma ainda o consultor da PDASmart, Danilo Brizola. Tudo para garantir a segurança dos dados.
Há quem utilize um recurso chamado de ''jailbreak'' (desbloqueio) para poder ativar a função Bluetooth e instalar aplicativos de terceiros, entre outras ações. Mas ao fazer isso, o usuário estará, ao mesmo tempo, tornando seu iPhone vulnerável a ataques, alerta o consultor. ''Por segurança, não é recomendado. Quando está sem modificações, o iPhone tem uma camada de segurança muito grande da Apple.''(M.F.C.)

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