Apesar de a Apple negar falhas no serviço, o coordenador do curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wesley Attrot, opina que "não existe sistema 100% seguro". "É questão de tempo até alguém encontrar a falha para explorá-la." O serviço na nuvem também exige confiança do usuário no serviço, afirma Attrot. "Na nuvem, não se sabe se os dados estão realmente criptografados ou não. Geralmente não estão, por questão de desempenho." Por isso, pode ser que este recurso tenha que ser habilitado pelo usuário, tornando-se importante que ele leia atentamente as condições oferecidas pelo serviço antes de utilizá-lo.
"Se o usuário está assinando (a política de privacidade), está concordando com uma série de cláusulas. É preciso saber como os dados serão armazenados ou se serão compartilhados com terceiros (outras empresas que participam do serviço, por exemplo), o que, em alguns casos, pode ser verdade", acrescenta Paulo Prado, da Symantec. Segundo ele, outra maneira de impedir que casos como os ocorridos com as celebridades aconteçam é adotar procedimentos de segurança ao usar a internet, como desconfiar de e-mails que pedem dados pessoais, usar senhas fortes e diferentes para cada serviço (e-mail, redes sociais, etc) e softwares de proteção e de backup. (M.F.C.)

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