Em uma exposição sobre a história dos games em um shopping de Londrina, jovens entram, muitas vezes pela primeira vez, em contato com consoles e jogos antigos, como o Videojogo, da Philco, e o Atari (Gradiente ou Polyvox). Os mais jovens estranham os jogos simples e os controles de um só botão. Jorge Luiz Porto, da área de vendas, ensinava o seu filho pequeno. Luiz Felipe Porto, a jogar o ''Enduro'', conhecido jogo de corrida do Atari. ''Muito chato'', disparou o menino, que está acostumado com o PlayStation 2 e jogos de computador.

Já o pai lembra com nostalgia do primeiro jogo com que teve contato. Era o Videojogo, da Philco, que o tio comprou quando Jorge tinha seis ou sete anos de idade. ''Era uma briga. Ia para a casa de um, depois para a de outro.'' O tio, Dorival Zamarian, trabalhava com eletrônica e também aproveitava. Na época, o jogo veio quando ele fez um pedido de televisores. ''Era novidade. Na época não tinha nada parecido.'' Zamarian lembra que fazia campeonatos de jogos reunindo os jogadores mirins da família com 10, 15 crianças. ''Quem ganhava ia ficando.''

O brasileiro pôde conhecer pela primeira vez um videogame em meados do final dos anos 70, afirma o expert em história dos games Marcus Vinicius Garrett Chiado, formado em Biblioteconomia e mais conhecido no meio eletrônico como Garrettimus. Este mês, ele está lançando seu segundo livro que conta um pouco sobre os primórdios dos games no Brasil, ''1984: A febre dos videogames continua'', continuação do primeiro livro, ''1983: O ano dos videogames no Brasil''.

Na época, ninguém esperava que o mercado de games se tornaria o que é hoje, mesmo no Brasil. Atualmente, o mercado de jogos movimenta cerca de US$ 2 bilhões no Brasil, de acordo com estimativa para 2011 da Newzoo, empresa de pesquisa de mercado para a indústria de jogos, realizada no ano passado. No mesmo levantamento, chegou-se à conclusão de que o país tem 35 milhões de jogadores, dos quais 47% gastam dinheiro com jogos. Adeptos dos consoles e jogos para PC somam 34% do número de jogadores brasileiros.

Leia mais na reportagem de Mie Francine Chiba

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