Por mais que muitas pessoas considerem os dados que submetem às redes sociais irrelevantes, o especialista em Crimes Digitais Wanderson Castilho reitera que "o simples fato de o governo americano ter a probabilidade de acessar dados de usuários sem ninguém ter conhecimento é um perigo", e coloca nas mãos dos Estados Unidos uma poderosa arma.
"(As redes sociais são) uma boca de urna melhor e mais apurada do que a do dia da eleição, feita antecipadamente." Com posse de informações destes canais, o governo norte-americano é capaz de prever, por exemplo, nada mais, nada menos quem será o próximo presidente brasileiro. Desta forma, pode aproximar-se desta pessoa ou, ainda, manipulá-la de forma que não ganhe as eleições.
Isso não quer dizer, entretanto, que usuários sejam monitorados um por um, pondera Fernando Peres, advogado especialista de Direito Digital. "É possível, mas é também inviável." Na sua visão, o governo norte-americano utiliza filtros para detectar riscos potenciais à segurança do país, e só então realiza a verificação pessoal dos dados na internet.(M.F.C.)

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