Ataques cibernéticos a empresas e outras incidências relacionadas à segurança da informação não são privilégios apenas das grandes corporações. Pequenas e médias empresas também estão vulneráveis. Uma pesquisa da ESET – empresa de soluções de segurança da informação - revelou que 73% das empresas brasileiras tiveram problemas de segurança da informação nos últimos meses. Destas, 86% tinham até 200 funcionários.
De acordo com outra pesquisa, desta vez da Symantec, os ataques direcionados a PMEs na América Latina cresceram 36% só no primeiro semestre de 2012. "As PMEs sabem da importância da segurança da informação, mas não sabem que também são alvo de ataques", afirma Sérgio Dias, gerente comercial da Symantec.
Um grande motivo para que as pequenas e médias empresas também sejam alvo está no fato de que elas frequentemente possuem aliança com empresas maiores. Os criminosos utilizam as PMEs como degrau para atingir as grandes, pondera o gerente.
Mesmo que considerem importante a prevenção a ataques, as PMEs não possuem segurança implementada e assim sofrem com todo tipo de ameaças. "Não usam solução corporativa, não atualizam, usam produtos gratuitos, não têm solução de backup e não têm maior preocupação com o tipo de acesso feito na empresa", conta Dias.
Para os executivos entrevistados pela pesquisa, a perda de informações ocasionada por estes ataques pode acarretar na redução do número de clientes, danos à marca, queda na receita e multas.
Para o channel manager da Check Point para a Região Sul, Davison Marques, a ausência de uma política de segurança e a consequente falta de conscientização dos funcionários estão entre as principais vulnerabilidades das companhias. Como consequência, os próprios colaboradores podem levar para dentro do ambiente corporativo ameaças como vírus, worms ou trojans, que podem capturar informações confidenciais da empresa. "O próprio colaborador gera a brecha de segurança no ambiente corporativo."
Em pesquisa realizada na América Latina, notou-se que mais de 80% das infecções por malwares se dão por meio de pen drives, afirmou ainda o country manager da ESET Brasil, Camillo Di Jorge. Além de ataques direcionados, as companhias também podem ser alvo de ataques massificados. "E a empresa que não está preparada para isso vira alvo fácil", alerta Di Jorge.
A ameaça pode estar ainda em uma tendência chamada de Bring Your Own Device (BYOD) - ou "consumerização" -, que é o uso de aparelhos como smartphones, tablets e notebooks pessoais em ambiente corporativo, avalia Fernando Peres, advogado especialista em Direito Digital. O problema está no fato de que a empresa não pode exercer controle sobre estes aparelhos. "Este é um grande perigo", avisa Peres.

Imagem ilustrativa da imagem PMEs também são alvo de ataques
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