Os pequenos provedores de internet terão no Plano Nacional de Banda Larga uma oportunidade de crescerem, disse Marcelo Siena, presidente do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Nacional dos Provedores de Soluções de Internet (Conapsi), em encontro com os associados da Redetelesul em Londrina, semana retrasada.
Estes provedores, que já chegam às cidades menores, onde o acesso à internet é reduzido, já estão incluídos no plano. No entanto, eles afirmaram na ocasião, ainda aguardam maior definição do governo em relação às vantagens de aderir ao PNBL e às possibilidades oferecidas para viabilizar a participação.
''No momento, ainda há dúvidas. A gente quer saber o quer o governo e como ele vai fiscalizar'', diz Paulo Sérgio Pnasso, da 6P Telecom, em Florestópolis. Gilberto Paiva, da Bit On, em Barbosa Ferraz, acredita que o PNBL será uma boa oportunidade para a empresa, mas deverá haver planejamento. ''Está obscura a coisa ainda. A gente vai ter que bolar estratégia de atendimento para poder oferecer aos usuários planos dentro do PNBL.''
Como maiores empecilhos à adesão ao plano, os provedores citam os altos impostos que incidem sobre o serviço e o elevado preço do link.
A franquia que deverá ser oferecida aos usuários de 300 MB por download, prevista pelo plano, causa discordância entre os empresários. Para alguns, como Paiva, a franquia pode tornar mais viável a adesão das empresas à internet de R$35. ''Da forma como foi colocada, com franquia de dados, é possível sim'', diz Paiva.
Já Pérsio Sgubin Júnior, da BW Net, em Mandaguari, considera a franquia muito baixa, o que pode espantar os clientes. ''Com esta franquia, a maioria dos usuários não vai querer. Em dois dias acabam (os 300MB).''
Marcelo Siena afirma que o governo acena positivamente sobre a questão tributária e que a Redetelsul está reorganizando as negociações com os fornecedores para tentar diminuir o custo do link. Propostas de mudança no leilão de lotes em frequência de 3,5 gigahertz para a oferta de banda larga também estão sendo discutidas para que a participação dos pequenos seja maior. ''O leilão é estratégico para expandir os negócios dos pequenos locais.'' (M.F.C.)

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