Uma das principais características da Web é a sua variedade quase infinita de conteúdo. Sendo assim, a Internet se transformou num dos principais mecanismos de pesquisa sobre os mais diferentes conteúdos. Mas encontrar a informação exata é uma tarefa que exige boa dose de paciência e estratégias bem definidas. Caso contrário, é grande a possibilidade da pesquisa ser infrutífera.
Os sites de busca são uma boa ferramenta e se transformaram numa coqueluche entre os internautas. Para quem está pesquisando eles são destinos certos mas, muitas vezes, por causa de uma estratégia mal resolvida, acabam ajudando pouco ou quase nada. É preciso considerar, por outro lado, que a maioria dos sites de busca cobrem entre 14% e 20% de todo o conteúdo disponível na Web. Poucos chegam a mais de 50% do que é oferecido. Uma boa técnica de pesquisa é essencial para que o que está sendo procurado seja encontrado.
A pesquisadora e professora do departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria Inês Tomael, indica alguns caminhos simples que podem facilitar a vida do usuário. Segundo a professora, para que a pesquisa atinja a contento seu objetivo, ela deve ser considerada antes mesmo de o usuário sentar-se diante do micro, ou seja, a pesquisa deve ter um planejamento prévio. ‘‘Quem vai pesquisar na Internet, (teoricamente) já tem um domínio mínimo sobre o tema e é importante conhecer e escolher os termos mais adequados relacionados à ele’’, frisa.
Inicialmente, esclarece Maria Inês, o internauta pode fazer uma busca geral através da pesquisa simples nos sites especilializados em busca na Web. É importante sempre pesquisar em mais de um site, ‘‘pois entre eles há diferentes formas de indexação’’. O Radix (www.radix.com.br) e o Todobr (www.todobr.com.br) se preocupam em indexar textos e não só páginas. Já o Google (www.google.com), classificado pela pesquisadora como um dos melhores recupera as páginas mais visitadas e aponta links. O Metaminer, hospedado no Bol (www.bol.com.br), possibilita a busca em diversos outros sites.
Feita a pesquisa simples, o internauta deve refinar a busca, detalhando com outras palavras em inglês como ‘‘near’’ (próximo), ‘‘and’’ (e) e ‘‘or’’ (ou). Para aprofundar ainda mais a busca o internauta deve utilizar todos os recursos oferecidos pelo site, tais como: pesquisar páginas que contenham palavras determinadas e excluir os que contenham outras, procurar por domínio, encontrar páginas que tenham links para a página principal onde está sendo feita a busca.
Caso haja necessidade de o assunto ser pesquisado em outros idiomas, é importante o internauta conhecer bem os termos relacionados ao assunto. Existem termos que em outras línguas têm mais de um significado, o que pode dificultar a busca.
Com a experiência de quem está habituada a trabalhar com jovens universitários, Maria Inês revela que ‘‘são poucos os que usam a pesquisa avançada e que conhecem os mecanismos de busca’’. A maioria ‘‘não tem paciência’’ para usar todos os recursos oferecidos pelos sites.
Seguindo algumas dessas dicas, é possível livrar-se de grande parte do ‘‘lixo’’ que surge na tela quando a busca não é bem definida. ‘‘Uma boa pesquisa requer um pouco de tempo e dedicação’’, avalia a pesquisadora.
Para as pesquisas muito específicas, como as da área médica, uma opção são as bases de dados. As melhores são pagas mas o internauta mais curioso encontra boas bases gratuitas.
A medline, por exemplo, é a maior base na área de ciências da saúde e possui conteúdo ‘‘free’’. Maria Inês lembra ainda que muitas vezes, as bases pagas lançam promoções para os usuários navegarem gratuitamente por um determinado período de tempo.

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