Placas solares têm custo menor
Paulo WolfgangFernando Mangilli: professor da UEL diz que o Brasil utiliza mal seu potencial de energia solarAlém do conversor desenvolvido pelo grupo da UEL, o equipamento utiliza um sistema universalmente conhecido de placas solares. Estas placas são produzidas por empresas alemãs instaladas no Vale do Silício, nos Estados Unidos, o único lugar do mundo que tem jazidas deste material. ‘‘A cada ano, estas placas se tornam mais baratas. Hoje, com pouco mais de R$ 500,00 adquirimos placas com capacidade para alimentar um equipamento como o nosso’’, diz Marcos Teixeira.
As baterias utilizadas também têm uma conformação especial. Elas não se descarregam completamente durante o uso, como as baterias comuns. As baterias dos carros, por exemplo, descarregam toda a carga se não forem alimentadas continuamente durante o uso. Já as baterias solares deixam de fornecer energia para o sistema quando atingem 20% de sua carga total. No momento em que a carga chega a este limite, o equipamento passa a utilizar a carga da bateria seguinte e aquela que estava em uso começa a ser recarregada. ‘‘Ao todo são quatro baterias. Trata-se de um modelo eficiente e prático, pois impede que o sistema zere sua energia abruptamente’’, explica. Estas baterias, de tecnologia recente desenvolvida na Europa, já são produzidas em escala comercial no Brasil.
‘‘O Brasil, um dos países que recebe a maior carga de energia do sol no planeta, é muito atrasado na exploração da energia solar’’, sentencia o professor Fernando Mangili, do Faculdade de Engenharia Elétrica da UEL. Ele conta que inúmeros grandes projetos de aproveitamento de energia solar foram iniciados e abandonados no meio do caminho. ‘‘Em alguns países como a França, por exemplo, os indivíduos ou empresas que utilizam energia solar tem um incentivo absoluto. O excedente de energia produzida é comprado pelo governo. Quem sabe um dia o Brasil também abra o olho para esta sua riqueza’’, conclui.
(P.S.M)

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