Quem já experimentou sabe: uma das maiores frustrações que um micreiro pode experimentar é não conseguir rodar aquele game maravilhoso, cheio de efeitos, por falta de máquina. E o fato vem se tornando cada vez mais comum, já que os games estão ficando mais sofisticados e abusando de recursos gráficos e efeitos tridimensionais. Para quem gosta de jogos, o resultado é excepcional, mas haja máquina para rodar (com perfeição) esses programas. Nessas horas, a primeira coisa em que se pensa é trocar o processador ou adicionar mais memória. Porém, em alguns casos, a melhor solução está em uma placa aceleradora gráfica. A sua função é processar as imagens, liberando o processador central para outras tarefas.
A demora no processamento de imagens sempre foi um tormento na vida dos usuários desde o surgimento do Windows, que trouxe a interface gráfica ao PC. A tecnologia vem evoluindo em várias direções para tentar solucionar o problema de lentidão: os processadores estão ficando mais poderosos, os leitores de CD-ROM, mais rápidos e as máquinas saem de fábrica com mais memória.
Até há alguns anos, o usuário ainda convivia com um enorme gargalo, localizado entre o processador central e a placa de vídeo. Os dados eram processados, no caso de chips acima de 386, a 32 bits, mas despencavam para 8 bits quando enviados à placa de vídeo. Percebendo essa limitação, os fabricantes de monitores desenvolveram um padrão de barramento local (local bus) chamado Vesa. Agora, já não há mais o ‘‘funil’’ e as controladoras de vídeo passaram a receber as informações na mesma velocidade do processamento. Posteriormente, a Intel desenvolveu sua arquitetura de barramento local, o PCI. A maior parte das placas aceleradoras gráficas hoje exige esse tipo de bus local.
O próximo passo dado pela indústria foi o desenvolvimento de placas aceleradoras gráficas, que utilizam um chip dedicado (chipset) para processamento de imagens. Essas placas geralmente vêm com memória entre 1 MB e 4 MB. Vale lembrar que a memória, no caso, está mais associada à resolução e ao número de cores, do que à velocidade de resposta de vídeo, já que este vai depender do chipset. O ganho de desempenho com o uso dessas placas é grande, podendo chegar a até quatro vezes em comparação às placas de vídeo convencionais.
O mercado oferece algumas boas opções para usuários que queiram tirar o máximo de proveito dos programas gráficos mais pesados, principalmente games. A distribuidora UMC do Brasil fechou um acordo com a taiwanesa DataExpert e está trazendo a placa super VGA ExpertColor DSV3325XL com 2 MB e 4 MB de memória. A placa exige barramento local PCI e traz um acelerador gráfico de 64 bits 2-D/3-D e um programa para descompactação de arquivos MPEG. Com isso, o usuário poderá rodar CD-i e assistir a filmes em tela cheia.
A Flytech está distribuindo a placa Markvision Video Surround Explorer 3D, com 2 MB de memória (tipo EDO). O produto também necessita de bus local PCI e traz um acelerador gráfico de 64 bits, reproduzindo imagens 2-D e 3-D. Na compra da placa, o usuário ganha um joystick e um pacote com quatro games (Actua Soccer, Havoc, Mech Warrior 2 e Terminal Velocity) e um software para descompressão de arquivos MPEG.
Além desses, o usuário ainda pode optar por placas da Creative Labs, Diamond e Trident.

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